Midcult

terça-feira, setembro 8, 2009

Xerox, fotocópia e autenticada

Segunda feira é dia de fazer promessas. Dieta. Não ligar mais praquele cretino. Arrumar a casa todos os dias, pra não ter que perder o sábado faxinando. Atualizar o blog com mais frequência.

Opa! Hoje não é segunda. Mas vamos combinar que com um feriado ontem e essa chuva torrencial de hoje… nada mais segunda-feira que isso, right?

Então, vamos à promessa que tenho descumprido miseravelmente: atualizar o blog com mais frequência.

Eles estarão aqui em dois meses e meio. Se chover em 21 de novembro como está chovendo hoje, teremos um novo Rock in Rio I (sim, eu já era nascida e lembro dos meus pais chegando em casa com os pés enlameados).

Mr. Brandon Flowers e cia fizeram sua very own Romeo and Juliet:

A canção foi gravada originalmente pelo Dire Straits, em 1980. A letra é de Mark Knopfler, que também canta a música. Nesses quase trinta anos, Romeo and Juliet já fez parte da trilha sonora de Chumbo Grosso (2007), Empire Records (1995, com Liv Tyler e Renée Zellweger) e Mal Posso Esperar (1998, com a cabeçuda Jennifer Love-Hewitt).

O You Tube está recheado de covers da música. Incrível como uma canção de 30 anos pode ser tão moderna. Mas confesso que prefiro a versão dos Killers. E você?

Nádia Lapa

domingo, junho 7, 2009

Xerox Fotocópia e Autenticada – Insensatez. Literalmente

Confesso que não tenho muita vergonha na cara. Por este motivo, faço uso deste post fixo criado por Nádia Lapa. É por uma boa causa, tá, Nádia? E outra: estou publicando no dia errado, já que o negócio é feito para o sábado. Tô nem aí. 🙂

Iggy Pop – em seu último álbum Preliminaires – fez uma vesão para Insensatez, de Tom e Vinicius. Escute:

Tive certa agonia. Mas tenho certeza de que muita gente tem mais urticária quando ouve a versão abaixo:

Este clássico da Bossa Nova não chega a ser uma das minha canções favoritas, mas não precisavam deixar a música ainda mais arrastada, né?

Bom, clique aqui para ouvir Toquinho e Vinicius cantando.

Cintia Santiago

domingo, maio 24, 2009

Xerox, fotocópia e autenticada

Filed under: Clipes,Franz Ferdinand,Música,Rock,Xerox Fotocópia e Autenticada — Nádia Lapa @ 15:41

Senhoras e senhores, eis aqui o post sobre covers

Hoje estrelando Franz Ferdinand, uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos. A-M-O Alex Kapranos (vocalista) e seria bastante feliz ao lado de Nick McCarthy (guitarrista). 

Outro dia já coloquei aqui um cover de All my friends, do LCD Soundsystem, feito pelos escoceses, que virá no próximo single da banda.

Agora é a vez de Womanizer, da Britney Spears (!!!).

Tem uma versão com o áudio melhor, bem aqui.

Meus queridos também fizeram uma versão de Call me, um enorme sucesso do início da década de 1980.

A versão original é do Blondie e fez parte da trilha sonora de Gigolô Americano (pensando bem, falar “gigolô” não é bizarro, mas a palavra escrita… eca).

A banda inglesa Pulp também ganhou uma releitura de Mis-shapes.

A versão do Franz tá aqui. A original, aqui.   Prefiro a do Pulp, mesmo. Confesso que não gosto da música, porém.

Sexy Boy, do duo francês Air, foi gravada pelo Franz Ferdinand e foi lançada como um b-side de Walk Away. A canção dos franceses fez parte da trilha sonora de 10 coisas que odeio em você e de Queer as folk

O original:

A cópia é tão ruim que não vou nem colocar aqui. Mas cá está o link…. 

Gwen Stefani também entrou na roda:

A versão dos escoceses:

E pra terminar, já que o post tá mais longo do que devia… Beatles!

Nádia Lapa

segunda-feira, maio 18, 2009

Xerox, fotocópia e autenticada

Ok, esse post deveria ter sido publicado no sábado, mas eu me esqueci (como era de se esperar).

É inacreditável a quantidade de covers de I heard it through the gravepine. A própria versão de Marvin Gaye, que julgamos ser a original, não o é.

Composta em 1966 por Norman Whitfield e Barrett Strong, a canção teria sido gravada primeiro por The Miracles. Há relatos de que o The Isley Brothers também entraram em estúdio para gravar a canção. O certo é que a primeira versão lançada foi a de Gladys Knight & The Pips, em 25 de setembro de 1967. 

Mas foi com Marvin Gaye que a música ficou conhecida no mundo todo. A Rolling Stone americana coloca a canção em 80 lugar na sua lista de 500 melhores músicas de todos os tempos. Ele não era fraco, definitivamente: a mesma revista o considera o sexto melhor cantor “of all times”.

Essa seria a versão origininal da música:

O “Príncipe do Soul” fez enorme sucesso também com Sexual Healing, Let’s get it on, How sweet it is (to be loved by you), entre outras. Apesar de antigas, as canções têm um quê de modernidade que as tornam populares até hoje.

Prova disso é a curiosa mixagem de I heard com She sells sanctuary, do The Cult. 

(achei muito boa, aliás)

A atualidade fica óbvia também com a escolha da canção pelos participantes do American Idol. Danny Gokey, que chegou ao Top 3 da edição atualmente no ar, a usou na fase de testes.  A música foi a escolhida pelo estranho Kevin Covais.  A vencedora da terceira temporada do programa, Fantasia Barrino, também foi de Marvin Gaye. 

Apesar do enorme sucesso, Marvin Gaye entrou em depressão. Tentou suicidar-se algumas vezes, e a morte acabou vindo de maneira trágica. Durante discussão familiar, o pai do cantor atirou no filho em 1 de abril de 1984, véspera do aniversário de 45 anos de Gaye. Ironicamente, a arma utilizada foi um presente dado a Marvin Sr. quatro meses antes do crime.

Marvin Sr. foi condenado a 6 anos de “probation” (algo como condicional) após se declarar culpado. A pena foi pequena pois se descobriu que ele tinha um tumor cerebral. Ele acabou morrendo de pneumonia em 1998.

Mesmo após a morte, Marvin Gaye continua sendo um nome fortíssimo no meio musical. Homenagens pós-morte se multiplicaram: o lugar do cantor no Rock and Roll Hall of Fame e no Hollywood’s Rock Walk, bem como a estrela na Calçada da Fama foram garantidos.

Homenagem ainda maior, porém, é a infindável quantidade de versões de I heard through the gravepine. A minha favorita, sem dúvida nenhuma, é a da banda britânica Kaiser Chiefs, que se apresentou no Planeta Terra, em São Paulo, ano passado – esbanjando simpatia. Confesso que tendo a gostar mais da versão dos anos 2000 do que a dos anos 1960.

(o vídeo não é original)

Mas há versões pra todos os gostos. Amy Winehouse, os ingleses do The Slits, os australianos do Doug Anthony All Stars, os Funk Brothers com o Ben Harper (em ótima versão), as malas do Creedence, John Mayer  e Elton John  também entraram na dança.

Escolha a sua favorita!

Nádia Lapa, que vota pelo Kaiser Chiefs

domingo, maio 3, 2009

Xerox, Fotocópia e Autenticada

Há milhões de anos, eu li que um pai havia registrado suas filhas com os nomes de Xerox, Fotocópia e Autenticada. Foi numa época pré-internet, quando Santo Google ainda não existia. Então, provavelmente essa história é verdade.

Pois bem. Este foi o nome escolhido para um post fixo “de sábado”, caso eu lembre de escrevê-lo toda semana. É pra falar de covers; pra analisarmos se a xerox acaba ficando mais bonitinha que o original.

Comecemos com a aniversariante do dia, Lily Rose Beatrice Allen. Hoje (dia 2) ela fez 24 anos.  Na curta carreira (primeiro álbum lançado em 2006), a cantora inglesa já fez covers de diversas músicas. 

Uma que gosto nas duas versões e não consigo decidir qual a melhor é Naive, originalmente gravada pelo The Kooks. Luke Pritchard, vocalista da banda inglesa, compôs a canção quando tinha apenas 16 anos. Eles tocarão em São Paulo dia 19 de junho. O show será no Via Funchal e eu estarei lá. 😉

A versão dos meninos:

A versão de Lily:

Continuando com as bandinhas indies, Lily regravou Oh My God em 2006. Os Kaiser Chiefs haviam lançado a música em 2004.

Eu prefiro a versão original…(até pq esses moços me fizeram muito feliz numa noite de novembro passado…)

Pode-se dizer que esta moça conhece seu público. Ela cantou Everybody’s changing, do Keane. Esta OUTRA banda inglesa já me fez bem feliz as well. Por duas vezes, a última bem recentemente. 

(eu não aguento mais essa música, então nem posso opinar sobre qual a mais legal…)

Pois a inglesinha foi buscar inspiração do outro lado do Atlântico. Heart of Glass, do Blondie, foi a escolhida. Por mais que a voz da Lily fique bonitinha na música, não dá pra competir com o lançamento original, de 1979.

E ela fincou mesmo os pés nos EUA. Recentemente fez uma versão de Womanizer, da Britchney (eu sei q tá escrito errado, tá?).  Curti.

Ela também se inspirou num “cantor” americano pra fazer a Nan, you’re a window shopper. Neste caso, não foi um cover. Foi uma espécie de paródia, mesmo. Enquanto o rapper 50 cent (blerght) gravou Window Shopper, que fala de coisas caras, de quão fodão ele é por comprar coisas, Lily fala justamente o contrário. A música da cantora seria sobre a avó, que é pão-dura. A melodia das duas músicas é bem parecida.

Voltando à terra natal, Lily fez covers de duas músicas de compatriotas. A ótima Don’t get me wrong, dos Pretenders (gravada em 1986) 

e Straight to hell, do Clash, originalmente lançada em 1982

Não dá pra escolher qual a melhor das duas, pois uma banda que tem London Calling no currículo não pode nem ser posta à prova…

Vamos ver qual será a nova de Lily Rose. 

Nádia Lapa

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