Midcult

terça-feira, novembro 2, 2010

Gênio do bandolim

Filed under: Música — O escritor @ 14:40
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Adoro música instrumental. Acho que o Brasil tem talentosíssimos artistas nesse segmento. Um deles, em especial, me chama a atenção.

Hamilton de Holanda é um músico que soube fazer do bandolim o instrumento de prazer para muitos ouvidos apurados.

Se quiser conhecer seus novos trabalhos, leia a matéria sobre ele aqui. E não deixe de ouvir os dois maravilhosos áudios.

Dá uma saudade de Baden Powell…

Tem mais Hamilton:

Cintia Santiago

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quinta-feira, setembro 16, 2010

Novo vídeo do Badly Drawn Boy

Filed under: Música — Nádia Lapa @ 20:02
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Badly Drawn who? Boy. B-O-Y.

Amo Badly Drawn desde About a boy (Um grande garoto), filme baseado em um livro do Nick Hornby. Foi o mancebo inglês que fez a trilha sonora, absolutamente perfeita.

Nick Hornby + Badly Drawn + Hugh Grant + Toni Collette = um dos melhores filmes de todos os tempos.

E o cantor vai lançar um novo CD, It’s What I’m Thinking Pt.1: Photographing Snowflakes, agora em outubro. Too many miracles, música fofa mas de clipe medonho já pode ser ouvida, ó:

quarta-feira, setembro 15, 2010

Chega, Gaga

Filed under: bizarrice,Falta de noção,Música — Nádia Lapa @ 16:15
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Eu costumo dizer que Lady Gaga é uma grande enganação. Ok, algumas músicas são bacanas, dancantes… Mas alguém realmente acha que “Ale ale alejandro, Roberto e todos os nomes do alfabeto” é um primor? Sério? Outro dia li uma resenha numa revista importante comparando-a à Katy Perry e dizendo que esta (Katy) não era “revolucionária” como a primeira. Jura? JURA? O recado que eu tenho para os fãs histéricos de Lady Gaga é: vocês já foram apresentados à Madonna?

Bom, mas o assunto do post é outro. Miss Gaga foi a grande premiada do VMA, prêmio da MTV americana, no último domingo. Ganhou oito prêmios. E, como já foi visto em outras premiações, a moçoila apareceu com três figurinos diferentes. Na pele, um bronzeado artificial mal feito dava a impressão de que ela só tem se alimentado de cenoura desde o ano passado.

E uma das roupas usadas pela cantora criou polêmica. Era feita de carne. É, CARNE, dessa que você coloca um alhozinho para temperar, põe um ovo em cima e chama de “bife a cavalo”.

Além de absolutamente nojenta, a roupa é totalmente ridícula. Então, deveria ter uma razão de ser, certo? Eis a justificativa da cantora:

“Well, it’s certainly no disrespect to anyone that’s vegan or vegetarian….I, as you know, am the most judgment-free human being on Earth. However, it has many interpretations — but for me this evening it’s that if we don’t stand up for what we believe in, if we don’t fight for our rights, pretty soon we’re gonna have as much rights as the meat on our bones. And, I am not a piece of meat.”

Se nós não defendermos o que acreditamos, se não lutarmos por nossos direitos, em breve nós teremos tantos direitos quanto as nossas carnes? WTF? Sério, Gaga, essa carne deu indigestão.

Eu não sei, também, por qual razão as pessoas ficaram tão chocadas com a (não tão) nova maluquice. Afinal, ela já saiu na capa da Vogue japonesa (edição de setembro) vestindo só0 pedaços de carne:

E ainda acham que sou inédita, crê nisso?

Lady Gaga achou que estava arrasando, mas a PETA, associação de defesa dos animais, foi dura: “O bife é a carne em decomposição de um animal mal tratado, que não queria morrer, e depois de um tempo sob os holofotes, deve ter cheirado como carne em decomposição e ficado cheio de vermes”.

Delícia, hein?

Como se não bastasse, o Daily News entrevistou alguns açougueiros, que disseram não existir carnes nobres no “vestido” da cantora. Quer dizer, no final, nem de “filé” ela pode ser chamada.

segunda-feira, setembro 13, 2010

“Melhor ouvir isso do que ser surda.” Será?

Filed under: Música,música ruim — Nádia Lapa @ 11:39
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Você sabe quem é Victor, da dupla Victor e Léo? Não? Nem eu. Quero dizer, eu sei que a dupla existe, mas não reconheço nenhuma música deles. Digo “reconheço” porque Victor foi o campeão de arrecadação de direitos autorais no primeiro semestre de 2010. Então, a probabilidade de eu já ter ouvido uma música dele é gigantesca.

Mas o segundo lugar me chamou a atenção: trata-se de Sorocaba. Pra mim, Sorocaba é uma cidade aqui perto de São Paulo onde há vários SPAs bacanas. O fato é que, enquanto estou aqui falando mal desses mancebos, Sorocaba (que faz dupla com Fernando, segundo o Santo Google) está enchendo o bolso de dinheiro, enquanto eu continuo pobre. E vai encher mais ainda: no início do ano um DVD da dupla será lançado. Pelo visto, ele continuará ficando mais rica. E eu, espero, continuarei sem saber quem ele é.

quarta-feira, junho 16, 2010

Please stop the music

Filed under: Música — Nádia Lapa @ 17:00
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Aliás, pelamordedeus parem a música. Há covers muitíssimos bem feitos, como já falamos aqui e aqui, por exemplo.

Mas e quando a música original já é uma merda? Qualquer coisa que você fizer, mesmo se for um cover com batidinhas na caixa de fósforo, vai ser melhor? Jamie Cullum mostra que não. Sempre, sempre, sempre pode piorar.

O mancebo inglês pegou uma música horrenda da nossa não-tão-querida calopsita (conhecida também por Rihanna) e cometeu isso:

O original está aqui. Escolha qual você odeia mais.

sexta-feira, abril 23, 2010

Dá até pra comprar umas roupitchas novas, Simon!

O NME publicou a lista feita pelo Sunday Times das pessoas mais ricas do mundo da música na Inglaterra. Tem executivos, produtores de teatro e cantores como Mick Jagger, Paul McCartney e Elton John. Simon Cowell, produtor conhecido aqui no Brasil pela sua polêmica participação no júri do American Idol, ganhou 40 milhões de libras no ano passado. Quantas calças novas dá pra comprar com isso, Simon? Ah, já sei: ele gasta tudo com clareamento dentário!

Eis os ricaços, com o valor das suas respectivas fortunas:

1. Edgar Bronfman and family (£1,640 million) – ele é chefão do Warner Music Group
2. Clive Calder (£1,300 million) – também um executivo, dono do Zomba Group (Jive Records)
3. Lord Lloyd-Webber (£700 million) –
4. Sir Cameron Mackintosh (£635 million)
5. Sir Paul McCartney (£475 million)
6. Simon Fuller (£350 million)
7. Sir Mick Jagger (£190 million)
8. Sir Elton John (£185 million)
9. Sting (£180 million)
10. Keith Richards (£175 million)
11. Simon Cowell (£165 million)
12. Olivia and Dhani Harrison (£160 million)
13. Jamie Palumbo (£150 million)
14. David and Victoria Beckham (£145 million)  – meio bizarro eles estarem por aqui, né? Acho – mas só “acho” – que a grana do casal NÃO veio das Spice Girls!
15= Sir Tim Rice (£140 million)
15= Ringo Starr (£140 million)
17. Sir Tom Jones (£135 million)
18. Eric Clapton (£125 million)
19. Roger Ames (£120 million)
20. Barry and Robin Gibb (£110 million)

O jornal também trará no próximo domingo uma lista dos milionários da música de até 30 anos de idade. Não se espante ao ler o nono lugar da lista: a Amy Winehouse já foi presa, já casou, já separou, colocou silicone, tomou muita droga, já bateu em fotógrafo, já ganhou prêmios… e só tem 27 anos.

1. Charlotte Church (£11 million)
1. Katherine Jenkins (£11 million)
1. Leona Lewis (£11 million)
4. Cheryl Cole (£10 million)
4. Katie Melua (£10 million)
6. Joss Stone (£9 million)
7. Craig David (£8 million)
8. Natasha Bedingfield (£6 million)
9. Lily Allen (£5 million)
9. Nadine Coyle (£5 million)
9. Jamie Cullum (£5 million)
9. Duffy (£5 million)
9. Sarah Harding (£5 million)
9. James Morrison (£5 million)
9. Paolo Nutini (£5 million)
9. Nicola Roberts (£5 million)
9. Kimberley Walsh (£5 million)
9. Amy Winehouse (£5 million)

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Donos do meu coração

Já expressei meu amor por Johnny Depp no post abaixo. Mas acabei não falando de Tim Burton, que dirigiu um dos meus filmes favoritos-de-todos-os-tempos, Big Fish. Já assisti brincando umas dez vezes, e choro copiosamente em todas elas. À ocasião, o diretor colocou Eddie Vedder (Pearl Jam) cantando Man of the hour para as cenas finais – justamente na hora em que meu choro vira um soluçar compulsivo.

Desta vez, ele quis que meus globos oculares saiam da minha caixa craniana (gostaram da visão?) em pleno cinema. Escolheu Franz Ferdinand (ei, Alex Kapranos, te vejo em duas semanas!) para a trilha sonora:

A trilha tem também Robert Smith (The Cure), All American Rejects com a boa The Poison, Tokio Hotel e Avril Lavigne (???????), chatíssima como de costume:

Eis o time completo de Almost Alice, a ser lançado no próximo dia 2:

1. “Alice (Underground)” – Avril Lavigne
2. “The Poison” – The All-American Rejects
3. “The Technicolor Phase” – Owl City
4. “Her Name Is Alice” – Shinedown
5. “Painting Flowers” – All Time Low
6. “Where’s My Angel” – Metro Station
7. “Strange” – Tokio Hotel and Kerli
8. “Follow Me Down” – 3OH!3 featuring Neon Hitch
9. “Very Good Advice” – Robert Smith
10. “In Transit” – Mark Hoppus with Pete Wentz
11. “Welcome to Mystery” – Plain White T’s
12. “Tea Party” – Kerli
13. “The Lobster Quadrille” – Franz Ferdinand
14. “Running Out of Time” – Motion City Soundtrack
15. “Fell Down a Hole” – Wolfmother
16. “White Rabbit” – Grace Potter and the Nocturnals

sexta-feira, setembro 25, 2009

O cerco está se fechando

Filed under: Isso é coisa séria!,Música — Nádia Lapa @ 11:57
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A Featured Artists Coalition (FAC) se reuniu ontem no Hampstead’s Air Studios, em Londres, para discutir – novamente – as sanções para quem compartilha arquivos online.

A FAC sempre foi a favor de uma internet mais livre (pra vocês terem uma ideia, o Ed O’Brien, do Radiohead, é um dos cabeças da organização), mas ontem aparentemente deram um passo atrás. O governo britânico estuda uma lei – apoiada por Lily Allen – que prevê o corte do acesso à internet pra quem comete o crime hediondo de baixar MP3 e afins. A FAC sugeriu uma outra saída.

O’Brien e seus colegas Dave Owntree (Blur), Tim Rice-Oxley (Keane) e George Michael, entre outros, assinaram um acordo a favor do “três avisos e você está fora”.

Funcionaria assim: o criminoso receberia uma carta sobre a ilegalidade dos downloads. Se repetir o erro, recebe uma mais direta. A reincidência é punida com uma alteração na banda larga do bandido, que passaria a ter uma internet tão ruim que só o permitiria acessar a web e e-mails – nada de baixar músicas. No donut for you!

Lily Allen, apesar de não ser membro da FAC, também assinou o documento.

Como ex-moça-do-direito, penso bastante acerca do direito autoral. Entendo que é preciso ganhar dinheiro com a indústria cultural*, mas criminalizar e punir quem baixa arquivos online é de uma ineficácia espantosa.

Nádia Lapa

*Uma pessoa que defende fervorosamente a internet livre me disse uma vez que Mozart (ou algo do gênero) não compôs com o fim de ganhar dinheiro. Isso é de uma ingenuidade tamanha que não me dá nem vontade de discutir. Vivemos num mundo capitalista, dinheiro é bom, eu gosto e os artistas/escritores/atores/diretores também. Eu ganho pra escrever. Você aí ganha pra construir prédios, o José ganha pra empacotar compras no supermercado. Temos que pensar é num jeito de fazer o dinheiro circular. Não, eu não sei como. Se soubesse, venderia minha ideia.

sábado, setembro 19, 2009

Santa ignorância!

É sábado. Você acorda com o despertador berrando no seu ouvido – ÀS 7 HORAS DA MANHÃ – e pensa: “Putaquepariu, gripe suína filha da puta que me faz ter aula aos sábados!”. Sim, sou caxias e nerd; fui pra Paulista, 900.

Terminada a aula, eu penso: “Ok, eu sou a pessoa mais ignorante (ou INGUINORANTE, como dizem por aí) do mundo e não sabia que havia uma banda cover dos Beatles chamada The Rutles.

O da direita não parece o Roberto Carlos na década de 1960?

O da direita não parece o Roberto Carlos na década de 1960?

Tudo bem, Cintia, onde está a novidade do fato? Por que eu to falando tudo isso? Ah, sim, numa aula sobre intertextualidade e desconstrução do discurso, meu professor de Comunicação Comparada, Luís Mauro (siga-o no twitter), apresentou a famigerada paródia dos quatro garotos de Liverpool.

Criada por Eric Idle e Neil Innes, os Rutles contavam ainda com John Halsey e Ricky Fataar. Estes quatro cidadãos estrelaram o mockumentário (uma espécie de documentário simulado para a TV) All You Need Is Cash na segunda metade da década de 1970. A banda tinha como único intuito imitar e satirizar os Beatles.

Não preciso dizer que foi uma gargalhada atrás da outra durante a apresentação das músicas, né?

Dá uma olhada nisso:

E o que dizer de With A Girl Like You?

Quando Help! vira Ouch!, ninguém aguenta:

Não achei a versão para Twist and Shout, que é hilária. Melhor ficar com a original, né?

Ótimo. Menos uma ignorante na Terra.

Cintia Santiago – ouvindo Twist and Shout no último volume

sexta-feira, setembro 18, 2009

A volta do The Bravery

Filed under: Música,Rock — Nádia Lapa @ 17:51

O novo álbum do The Bravery, Slow Poison, chegará às lojas dos EUA em 10 de novembro (e online antes; disso já sabemos). Segundo o vocalista Sam Edicott, a obra é mais dark que o disco de estreia da banda. Parte das músicas foi composta numa igreja abandonada em Nova York. O curioso é que Edicott escreveu e produziu algumas canções do novo disco da Shakira, She Wolf.

Não conhece The Bravery? Não seja por isso:

Este não é, obviamente, o vídeo oficial. O de verdade está aqui, mas eles não permitem a incorporação em outros sites.

Eu curto também Believe e Fearless.

Nádia Lapa

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