Midcult

domingo, outubro 11, 2009

Usando a cabeça

Que há louco pra tudo nessa vida, todo mundo sabe. Agora, pintar quadros com o pênis é demais para os meus 29 anos.

E isso existe. Um doido australiano pinta quadros dessa maneira – com o membro que Deus lhe deu. Ele está no Brasil para a 15ª Erótika Fair, feira que acontece até amanhã no Mart Center, em São Paulo.

Acho digna a manifestação artística nas mais variadas formas, mas pensar que o pincel usado no quadro da parede da minha sala foi o pau do pintor, jesusamado!, é demais pra mim.

Se bem que se for um pintor daqueles bem dotados, que mal tem, né? 😉

Não tá acreditando? Clique aqui e veja o site do maluco. O pior de tudo é que ele é feio pra caralho – com trocadilhos, por favor!

Ah, ainda dá tempo de ir ao Erótika Fair. Veja no site do evento como você pode se divertir e comprar apetrechos.

Cintia Santiago

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terça-feira, setembro 15, 2009

Quem gosta de arte?

Inaugurada no último dia 5, na Pinacoteca de São Paulo, a exposição Matisse Hoje exibe 80 obras do francês Henri Matisse, um dos mais influentes artistas do século XX.

Intérieur jaune et bleu

Intérieur jaune et bleu

Esta dica promete se transformar em algumas impressões – assim que eu tiver oportunidade de apreciar a mostra.

Se você tá sem fazer nada, aproveite para ir a um dos lugares mais belos da cidade paulistana. Pelo menos um café agradável você terá oportunidade de tomar, já que a cafeteria da Pinacoteca tem um charme especial.

Quer mais informações? Lá vão:

Pinacoteca do Estado.
Praça da Luz, 2 – Metrô Luz.
De terça a domingo, inclusive feriados, das 10h às 18h. A bilheteria fecha meia hora antes do encerramento.
Ingresso: R$ 6,00. Grátis aos sábados.
Até 1º de novembro

Cintia Santiago

quinta-feira, maio 14, 2009

Na dor e na arte

Filed under: Artes plásticas,Cinema — O escritor @ 01:55
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Nas últimas semanas, o México vem ganhando destaque na mídia mundial. O porquê todo mundo sabe: a tal gripe suína. O que me fez lembrar muito daquele país nos últimos dias, porém, é uma notícia publicada pela Folha Online em 18 de março deste ano. Trata-se do cancelamento da exposição sobre a pintora mexicana Frida Kahlo, que aconteceria em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

O motivo? A crise mundial. Agora tudo que é boicotado, cancelado, interrompido, parado, anulado, suspenso (sim, estou repetitiva), tem como bode expiatório a famigerada crise.

Bom, mesmo já tendo cortado os pulsos por conta de tão triste notícia, vamos à pauta.

A sobrancelhuda Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon nasceu em 6 de julho de 1907, na cidade mexicana de Coyoacan. A vida da moça não foi o que se pode chamar de tranquila. Aos 18 anos, Frida sofreu um grave acidente: o ônibus em que viajava chocou-se com um trem. Com a batida, uma barra de ferro atravessou seu corpo, comprometendo a saúde da artista para sempre.

Frida2

A permanência na cama durante longos períodos deu início à vida artística de Frida. A partir daí, desabrochou para o mundo um trabalho singular. As vivências, as dores e as angústias vividas pela pintora foram retratadas em quadros que são verdadeiras obras-primas. Os autorretratos representam uma arte impactante, visceral e dolorida. O casamento conturbado com o pintor mexicano Diego Rivera também esteve presente no trabalho da artista.

Frida3

É bom deixar claro, em contrapartida, que dona Frida Kahlo nunca foi flor que se cheirasse. Era a chamada “porra-louca”. Bissexual, maluca… Envolveu-se até com o revolucionário russo León Trotski.

Frida morreu em 13 de julho de 1954, levando consigo toda a genialidade. Ou melhor, deixou conosco boa parte dela.

Não gostei de Frida, filme estrelado por Salma Hayek, mas ele pode ser uma interessante apresentação desta artista que fez da dor e das loucuras de sua vida um universo de cores e de prazer estético.

Um brinde à Frida Kahlo.

Cintia Santiago

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