Midcult

sexta-feira, abril 23, 2010

Dá até pra comprar umas roupitchas novas, Simon!

O NME publicou a lista feita pelo Sunday Times das pessoas mais ricas do mundo da música na Inglaterra. Tem executivos, produtores de teatro e cantores como Mick Jagger, Paul McCartney e Elton John. Simon Cowell, produtor conhecido aqui no Brasil pela sua polêmica participação no júri do American Idol, ganhou 40 milhões de libras no ano passado. Quantas calças novas dá pra comprar com isso, Simon? Ah, já sei: ele gasta tudo com clareamento dentário!

Eis os ricaços, com o valor das suas respectivas fortunas:

1. Edgar Bronfman and family (£1,640 million) – ele é chefão do Warner Music Group
2. Clive Calder (£1,300 million) – também um executivo, dono do Zomba Group (Jive Records)
3. Lord Lloyd-Webber (£700 million) –
4. Sir Cameron Mackintosh (£635 million)
5. Sir Paul McCartney (£475 million)
6. Simon Fuller (£350 million)
7. Sir Mick Jagger (£190 million)
8. Sir Elton John (£185 million)
9. Sting (£180 million)
10. Keith Richards (£175 million)
11. Simon Cowell (£165 million)
12. Olivia and Dhani Harrison (£160 million)
13. Jamie Palumbo (£150 million)
14. David and Victoria Beckham (£145 million)  – meio bizarro eles estarem por aqui, né? Acho – mas só “acho” – que a grana do casal NÃO veio das Spice Girls!
15= Sir Tim Rice (£140 million)
15= Ringo Starr (£140 million)
17. Sir Tom Jones (£135 million)
18. Eric Clapton (£125 million)
19. Roger Ames (£120 million)
20. Barry and Robin Gibb (£110 million)

O jornal também trará no próximo domingo uma lista dos milionários da música de até 30 anos de idade. Não se espante ao ler o nono lugar da lista: a Amy Winehouse já foi presa, já casou, já separou, colocou silicone, tomou muita droga, já bateu em fotógrafo, já ganhou prêmios… e só tem 27 anos.

1. Charlotte Church (£11 million)
1. Katherine Jenkins (£11 million)
1. Leona Lewis (£11 million)
4. Cheryl Cole (£10 million)
4. Katie Melua (£10 million)
6. Joss Stone (£9 million)
7. Craig David (£8 million)
8. Natasha Bedingfield (£6 million)
9. Lily Allen (£5 million)
9. Nadine Coyle (£5 million)
9. Jamie Cullum (£5 million)
9. Duffy (£5 million)
9. Sarah Harding (£5 million)
9. James Morrison (£5 million)
9. Paolo Nutini (£5 million)
9. Nicola Roberts (£5 million)
9. Kimberley Walsh (£5 million)
9. Amy Winehouse (£5 million)

segunda-feira, maio 18, 2009

Xerox, fotocópia e autenticada

Ok, esse post deveria ter sido publicado no sábado, mas eu me esqueci (como era de se esperar).

É inacreditável a quantidade de covers de I heard it through the gravepine. A própria versão de Marvin Gaye, que julgamos ser a original, não o é.

Composta em 1966 por Norman Whitfield e Barrett Strong, a canção teria sido gravada primeiro por The Miracles. Há relatos de que o The Isley Brothers também entraram em estúdio para gravar a canção. O certo é que a primeira versão lançada foi a de Gladys Knight & The Pips, em 25 de setembro de 1967. 

Mas foi com Marvin Gaye que a música ficou conhecida no mundo todo. A Rolling Stone americana coloca a canção em 80 lugar na sua lista de 500 melhores músicas de todos os tempos. Ele não era fraco, definitivamente: a mesma revista o considera o sexto melhor cantor “of all times”.

Essa seria a versão origininal da música:

O “Príncipe do Soul” fez enorme sucesso também com Sexual Healing, Let’s get it on, How sweet it is (to be loved by you), entre outras. Apesar de antigas, as canções têm um quê de modernidade que as tornam populares até hoje.

Prova disso é a curiosa mixagem de I heard com She sells sanctuary, do The Cult. 

(achei muito boa, aliás)

A atualidade fica óbvia também com a escolha da canção pelos participantes do American Idol. Danny Gokey, que chegou ao Top 3 da edição atualmente no ar, a usou na fase de testes.  A música foi a escolhida pelo estranho Kevin Covais.  A vencedora da terceira temporada do programa, Fantasia Barrino, também foi de Marvin Gaye. 

Apesar do enorme sucesso, Marvin Gaye entrou em depressão. Tentou suicidar-se algumas vezes, e a morte acabou vindo de maneira trágica. Durante discussão familiar, o pai do cantor atirou no filho em 1 de abril de 1984, véspera do aniversário de 45 anos de Gaye. Ironicamente, a arma utilizada foi um presente dado a Marvin Sr. quatro meses antes do crime.

Marvin Sr. foi condenado a 6 anos de “probation” (algo como condicional) após se declarar culpado. A pena foi pequena pois se descobriu que ele tinha um tumor cerebral. Ele acabou morrendo de pneumonia em 1998.

Mesmo após a morte, Marvin Gaye continua sendo um nome fortíssimo no meio musical. Homenagens pós-morte se multiplicaram: o lugar do cantor no Rock and Roll Hall of Fame e no Hollywood’s Rock Walk, bem como a estrela na Calçada da Fama foram garantidos.

Homenagem ainda maior, porém, é a infindável quantidade de versões de I heard through the gravepine. A minha favorita, sem dúvida nenhuma, é a da banda britânica Kaiser Chiefs, que se apresentou no Planeta Terra, em São Paulo, ano passado – esbanjando simpatia. Confesso que tendo a gostar mais da versão dos anos 2000 do que a dos anos 1960.

(o vídeo não é original)

Mas há versões pra todos os gostos. Amy Winehouse, os ingleses do The Slits, os australianos do Doug Anthony All Stars, os Funk Brothers com o Ben Harper (em ótima versão), as malas do Creedence, John Mayer  e Elton John  também entraram na dança.

Escolha a sua favorita!

Nádia Lapa, que vota pelo Kaiser Chiefs

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