Midcult

segunda-feira, junho 29, 2009

Pra não perder o costume, não deixe de perder…

… A participação de Alexandre Pires no Salvador Fest – 2009!

Na verdade, eu poderia passar o dia fazendo um post para cada “atração” deste evento, mas – para não ficar enfadonho – faço um só, mesmo.
Portanto, não deixe de perder, também, os “shows” (hã?) de: Harmonia do Samba, Parangolé, Sorriso Maroto, Pixote, Revelação, Rodriguinho e o grupo LevaNóiz (sim, com erro de português).


Dia 12/07, ao meio-dia, sei-lá-onde.
E o mais hilário: pista R$30,00 e casadinha-pista R$50,00 (que diabos é “casadinha-pista”?).

Cintia Santiago, que desejou a morte de Alexandre Pires quando este abraçou chorando o George Bush

Do meu conterrâneo

Filed under: Literatura,Manaus — Nádia Lapa @ 02:16
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Antes de recolher-me aos meus aposentos (um colchão inflável no hospital), algumas frases do livro que estou lendo: Cinzas do Norte, do meu conterrâneo Milton Hatoum.

(por falar nisso, tenho mil projetos a respeito da obra do escritor amazonense)

“Nada de poupança, Lavo. Dinheiro guardado é prazer adiado.”

“Esses marmanjos não sentem fome, só sede, mana. Uma cachacinha com jaraqui frito, e estamos no céu.” (TECLA SAP: Jaraqui é um peixe daqui da região, bem barato. No me gusta. Minha avó não come de jeito nenhum.)

Para encerrar:

“Estou trabalhando, mana”, disse Tio Ran. “Trabalho com a imaginação dos outros e com a minha.”

Ela estranhou a frase, que algum tempo depois eu entenderia como uma das definições de literatura.

Nádia Lapa, que vai deixar a imaginação ser trabalhada agora (não pensem em besteira, seus pervertidos)

domingo, junho 28, 2009

Para a FLIP aí vou eu!

Gay Talese, um dos maiores nomes do New Journalism, estará na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), que começa dia primeiro de julho. O escritor falará numa das mesas do evento sobre o tema “fama e anomimato” – nome de um dos seus livros mais famosos – e divulgará sua mais recente publicação, Vida de Escritor.

O New Journalism – ou jornalismo literário – propõe que se produza literatura contando histórias; fatos reais expostos de uma forma criativa e com alto teor de sensibilidade. Para isso, o jornalista precisa estar atento a tudo – a qualquer detalhe. A menor atitude de um personagem pode enriquecer e tornar a história muito mais bela e interessante.

Em suma, não é pra todo mundo. E Talese faz isso como ninguém. Não, não estou esquecendo-me de Truman Capote, autor de títulos como A Sangue Frio e Bonequinha de Luxo. Este é assunto para um outro post.

Bom, estarei na FLIP ansiosa para ouvir o que Gay Talese tem a dizer.

Ah, e tem a mesa de debates com Chico Buarque, também. Neste ano, a Festa rende homenagens ao escritor brasileiro Manuel Bandeira.

Cintia Santiago

Apesar dos pesares…

Filed under: jornalismo,Sites — O escritor @ 16:18
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Tenho todos os “poréns” em relação à revista Veja. Contra o seu sensacionalismo, principalmente. Contudo, é inegável a participação dela na história do jornalismo brasileiro. Por isso, indico o site do acervo digital – algo que todas as revistas deveriam ter.

Acervo – Veja

Cintia Santiago

Música é perfume

Filed under: Música,Pessoal — O escritor @ 00:28
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As lembranças e a saudade caminham juntas quase o tempo todo.

É bem cafona tudo isto que escrevo abaixo, mas como já tenho a convicção de que sou, de fato, um tanto brega, tô nem aí para o que alguém possa dizer.

Não deve haver um ser humano lúcido neste planeta que não goste de música. Independente do ritmo, do estilo, da língua, ouvir uma canção pode tornar o exercício da audição algo infinitamente superior – metafísico, mesmo.

A música é como perfume; traz a lembrança de alguém. Além disso, remete a algum momento, um a fato interessante. Pra mim, certas músicas trazem – imediatamente – a recordação e a saudade de pessoas queridas e adoráveis.

A minha lista de canções não faz muito sentido. Mas quem disse que deveria fazer?

Samba do avião – Tom Jobim

She Moves In Her Own Way – The Kooks

Dindi – Tom Jobim /Aloysio de Oliveira / Ray Gilbert

Transparente – Paulo Abreu Lima / Rui Veloso

La Vie En Rose – Edith Piaf

Saúde – Rita Lee

Melodia SentimentalHeitor Villa-Lobos / Dora Vasconcelos

Outono no Rio – Ed Motta

Faça a sua, também.

Cintia Santiago

sábado, junho 27, 2009

A prosa poética que vem da África

Na noite do último dia 25, estava eu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, desejando enlouquecidamente comprar todos os livros à venda. Em meio aos acontecimentos – a morte de Michael Jackson e a famigerada gripe suína –, esqueci que Mia Couto daria uma palestra naquele lugar sobre seu mais novo livro, Antes de Nascer o Mundo.

O evento aconteceu no teatro Eva Herz, localizado na parte superior da livraria. Dei de cara com a imagem do escritor no telão que exibia a apresentação para as pessoas que ficaram de fora. Imediatamente, lembrei do livro que é o motivo deste post – e que não é o citado acima, e sim O Último Voo do Flamingo.

A história é uma das delícias que tive o prazer de ler na vida. Nascido em Moçambique, António Emílio Leite Couto ganhou o apelido de “Mia” porque, durante a infância, vivia com gatos e se achava um deles. Tudo por causa de sua compleição miúda.

O livro relata a vida de uma vila fictícia chamada Tizangara logo após a guerra civil moçambicana. Tudo corria razoavelmente bem no lugar  – os soldados da Organização das Nações Unidas (ONU) participavam ativamente do processo de paz. Contudo, os “capacetes azuis” – apelido dados aos oficiais por conta do apetrecho característico do uniforme – explodem misteriosamente.

Para tentar esclarecer o enigma, entra em cena o oficial italiano Massimo Risi. À disposição do agente há um intérprete, que passa a ser o narrador dos fatos mais inacreditáveis. As histórias misturam-se num turbilhão de acontecimentos – vivos e mortos, realidade e fantasia… O sobrenatural toma conta do livro.

Mia Couto consegue prender o leitor a partir do momento em que faz soldados explodirem “do nada”. Elabora a prosa poética de nossa língua portuguesa como poucos. No microtabuleiro da obra há quase tudo: um padre e um feiticeiro; a prostituta e a velha-moça, o caráter e a falta dele.

Na realidade, não seria motivo de espanto ler todo este turbilhão de coisas. Gente totalmente estranha num ambiente surreal é algo até corriqueiro hoje em dia. O que chama a atenção neste “balaio de gato” de Mia Couto, entretanto, é o modo como ele constrói os acontecimentos, transformando personagens “malucos” em seres capazes de encantar. O simbolismo, a metáfora e o jeito peculiar da escrita dão ao romance um quê de felicidade e beleza.

Por que o livro se chama “O Último Voo do Flamingo”? Se eu disser, certamente perderá a graça. Somente descobrirá a resposta quem tiver uma alma audaciosa, plena de vontades e com todos os sentidos aguçados. Quer tentar?

Cintia Santiago, que não é fake e estará sempre ao lado de Nádia Lapa. Pro que der e vier.

Cansei.

Filed under: absurdo,Esse mundo não tem jeito,Falta de noção,Pessoal — Nádia Lapa @ 14:57

(post pessoal, como costumo fazer de vez em quando e ninguém entende nada)

Cansei. Cansei das pessoas. Cansei da hipocrisia dominante. Cansei de demagogia. Cansei de sentimentalismo barato. Cansei de falta de solidariedade. Cansei, simplesmente.

Isto não é uma carta suicida ou coisa que o valha. É apenas um desabafo contra as milhares de pessoas que cruzam nossos caminhos, seja pessoalmente, num atendimento de telemarketing, no Twitter, ou que escrevem absurdos em blogs ou nos comentários do Globo Online – e a gente acaba tendo a terrível infelicidade de ler. Pior são aqueles que temos a obrigação social de conviver, como colegas de trabalho ou faculdade/escola/curso. Família, então, nem se fala. Muitos dos que compartilham nosso mesmo código genético simplesmente não dividem absolutamente mais nada conosco. A afinidade é zero, deixando uma secreta vontade de que aquelas pessoas simplesmente sumam do planeta Terra.

Às vezes, porém, chega a hora de gritarmos essa vontade ao mundo.

É o que faço agora.

Dois gatilhos me fizeram pensar nisso tudo. O primeiro deles, menos importante e mais óbvio, foi a morte de Michael Jackson. As demonstrações de tristeza coletiva, por parte daqueles que há uma semana – e aqui eu me incluo – falavam mal das bizarrices do popstar, me irritam. Achei uma grande perda pelo que MJ FOI, não pelo que era agora. Reconheço a infância difícil e os traumas que ele devia carregar, mas se eu não tenho essa complacência com quem está ao meu lado, por que teria com alguém que jamais conheci? Digo e repito aos meus amigos: todo mundo sofre, todo mundo tem problemas, e o que nos diferencia é como enfrentamos estas vicissitudes da vida.

Como cantor/popstar/revolucionário, porém, lamento imensamente a morte de Michael Jackson. Mas não virou santo, desculpem-me.

O segundo gatilho, conhecido por quem me conhece mais de perto, é a doença da minha avó. Ela sofreu um AVC dia 3 de maio, e até hoje permanece internada. Maio foi um mês dificílimo pra mim, mas não tenho tempo para ficar me lamentando. Terminaram minhas provas e eu imediatamente entrei num avião para vir ficar com ela.

Odeio Manaus, não sou feliz aqui e sofro horrores com o calor. Minha ideia de férias não é, definitivamente, ficar dentro de um quarto de hospital horas a fio. Mesmo assim, cá estou, tentando entender as coisas ininteligíveis que ela diz, ferrando a minha coluna cada vez mais quando tenho que movimentá-la, me desesperando – sorrindo, sempre – a cada vez que ela fica mais pálida.

Não sou Madre Teresa de Calcutá ao fazer tudo isso. De jeito nenhum. Acho até que faço menos do que deveria. Tudo o que tenho feito é minha obrigação moral como neta e como ser humano.

Alguns familiares pensam de forma diversa. Dois dos filhos dela (ela tem 4) sequer ligam para saber como ela está. Dos netos (são 10), somente 2 aparecem com frequência – e uma delas sou eu. Noras? Piada, né?

Comentando sobre esta situação com a Marcela, minha amiga de faculdade e que escreve aqui, ela disse: “Incrível como essas coisas acontecem em toda família”. Indeed, Marcela, indeed. Sei que a família Lapa não é a única no mundo a sofrer com isso. INFELIZMENTE, digo com sinceridade (quase escrevo um “digo sinceramente”, mas achei que era advérbio de modo demais para uma frase tão pequena. adoro advérbios de modo, mas não percebo isso).

Gostaria que isto só se abatesse sobre a minha famíia. Mas sei que não é assim. Então, me digam: se as pessoas ficam tão tristes com a morte de alguém em outro hemisfério, por qual razão elas não se preocupam com aqueles que estão ao seu lado? Por que são indiferentes à dor física, moral e emocional de familiares e amigos? Por que não se compadecem com a falta de grana de um amigo? Por que dão pés na bunda sem remorso? Por que veem cidades sendo alagadas por chuva e pelo-rio-negro-que-não-para-de-subir e não doam uma única peça de roupa?

Outro dia, numa entrevista, uma pessoa me disse: “caridade começa em casa”. Fato. Cuide de quem está perto de você. Não fazer isso e emocionar-se vendo TV ou conclamando revoluções via Twitter é feio, bobo e mau.

Get a life. Move. Não seja fake. Se não der pra evitar, por favor não cruze o meu caminho.

Nádia Lapa, tolerância zero

Politicamente correto: afasta de mim esse cálice!

Filed under: Uncategorized — Nádia Lapa @ 11:51
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(ou: “afasta de mim e se cale”, como algumas pessoas acreditam que a frase seja)

Com a morte do Michael Jackson, muitas pessoas fizeram piada, como o jornal Meia Hora, do Rio (que na capa dizia que MJ tinha sido negro, branco e agora ia virar cinza).

A piada óbvia só não teve graça por questões de timing – ela já havia sido feita over and over again no dia anterior, data em que MJ faleceu.

Apesar de ser solidária à dor alheia, com uma sensibilidade um pouco maior que os demais (por já ter perdido alguém muito próximo e de maneira inesperada), acho essa mania de politicamente correto um pé no saco.

Por isso, indico este post abaixo sobre o assunto. E assino embaixo.

Revista M e o politicamente incorreto

Nádia Lapa

Coisas de Manaus – II

Filed under: Manaus — Nádia Lapa @ 00:53
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IMG_2924Nono andar de um prédio em uma das ruas mais movimentadas da cidade. E esta foi o segundo embuá (nome do bicho informado por Maura Lapa, prima jornalista, futura âncora da Rede Amazônica) que achei só agora à noite.

Eca.

Update:http://www.saudeanimal.com.br/embua.htm e http://coisasdoacre.blogspot.com/2006/02/embu.html

Nádia Lapa, derretendo

sexta-feira, junho 26, 2009

Analfabetismo funcional

Filed under: bizarrice — Nádia Lapa @ 13:23
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(Ou FONCIONAL, como diria alguém que eu e Cintia conhecemos.)

Todos os dias nego entra aqui atrás da Amy Winehouse (super campeã), mas hoje o dia é de Michael Jackson.

E os termos de busca são os melhores do mundo:

– michel jacson (será que é francês?)

– lisa marie presley mulher michael jackso (as pessoas esquecem de onde vem esse “presley” do nome dela?)

– qual é a da fixação pelo nariz do Michel Jacson? nariz michael jackson e michael jacsom sem nariz

Nádia Lapa

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