Midcult

segunda-feira, julho 13, 2009

All the old ladies

Às vezes a vida nos dá uns realities checks quando menos se espera. Reality bites. Hard.

Estava fazendo a ronda habitual em blogs amigos. Chega a vez do blog da Marcela, minha amiga de faculdade. Ela havia pedido pra eu ler um determinado post, mas continuei xeretando. Até que cheguei em um que ela falava sobre uma night em que foi recentemente, especificamente da hora em que tocou Spice Girls.

Para ilustrar o post, ela colocou o link para o vídeo de Wannabe, com o seguinte comentário: “Acho muito válido postar um dos clipes que marcou nossa infância”.

“Nossa” quem, cara pálida? NOSSA QUEM?

O single de Wannabe foi lançado na Inglatera em 1996, quando as novidades musicais não chegavam imeditamente ao Brasil (acredite se quiser: a internet, então, engatinhava). Nos EUA o single só chegou às lojas em janeiro de 1997. Dois meses depois, eu entrava na faculdade de direito. Sim. Eu sentava nas cadeiras do sexto andar da Ala Frings, na PUC-Rio, e assistia aulas de direito romano, história do direito e afins, enquanto a Marcela, hoje na mesma turma que eu no curso de jornalismo, brincava de Spice Girls.

Já que não tem jeito mesmo, curtamos então Wannabe, single que vendeu mais de 6 milhões de cópias no mundo e ganhou o Brit Awards de 1997.

(para ver o clipe oficial da música, clique aqui)

Vou ali me matar e já volto. Ah, não preciso ter esse trabalho. Do jeito que tô velha, morrerei de “causas naturais” em breve.

Nádia Lapa

quinta-feira, junho 11, 2009

All the old ladies

Filed under: All the old ladies,Clipes,Música — Nádia Lapa @ 12:33

Esta série “All the old ladies” surgiu meio como uma coisa nostálgica. Só que eu me senti MUITO uma old lady outro dia no trabalho. Estávamos falando sobre coisas genéricas. Daí eu disse:

– Vocês viram que o David Carradine morreu que nem o Michael Hutchence?

– …

– …

– Quem?

– Michael Hutchence, gente. Vocalista do INXS.

michael-hutchence

Quando vi que a dúvida sobre a pessoa (sobre a morte falo depois) iria continuar, fui até o You Tube e coloquei o australiano pra cantar. Nada. Sou uma velha, mesmo, pois sei até cantar as músicas e lembro da morte do cantor (delícia, aliás).

Não conhece? Veja aí. Se conhece, relembre!

As “incorporações foram removidas pelos autores”, então não dá pra colocar o videozinho aqui.

New Sensation – Em 2002, um comercial do Corolla usou esta música. E ninguém menos que Brad Pitt estrelava o vídeo. Uma vez estávamos (eu e algumas amigas) em um pub em Ipanema quando começou o comercial. Paramos de falar imediatamente. Silêncio para ver Mr. Pitt dirigindo e Mr. Hutchence cantando. Suspiros. Depois, voltamos à vida normal, mas achando os meninos que estavam à nossa volta menos interessantes.

Disappear

By my side

Suicide Blonde

Never tear us apart

Nádia Lapa

sábado, maio 23, 2009

All the old ladies

Ontem coloquei o rádio do carro em alguma estação qualquer que não lembro. Começa a tocar uma música de 22 anos atrás. Acabou, troquei de estação. E começa exatamente a mesma música! Daí tem que entrar em “All the old ladies”, né? 

O Ira! formou-se no início da década de 1980. Charles Gavin, que depois virou um dos Titãs, fez parte da banda como baterista. Edgard Scandurra (também participou do Ultraje a Rigor) e Nasi são os dois músicos mais conhecidos do Ira!. 

O primeiro álbum lançado foi o Mudança de Comportamento, em 1985. No ano seguinte foi a vez de Vivendo e Não Aprendendo. O sucesso veio mesmo com este segundo disco. A clássica Envelheço na Cidade faz parte do álbum, mas o Ira! bombou, mesmo, foi com Flores em Você

O motivo? Simples: a música era a trilha da abertura da novela O Outro, transmitida pela Rede Globo em 1987.

Escrita por Aguinaldo Silva e dirigida pelas mesmas pessoas de sempre, a novela foi um grande sucesso. A média de espectadores era de 61 pontos no Ibope (TVs não davam em árvore há 20 anos como hoje) e levou Luma de Oliveira ao estrelato – durante a exibição da novela, ela foi capa da Playboy pela primeira da ziguilhões de vezes. O protagonista era o canastrão chamado Francisco Cuoco, que interpretava dois personagens. 

Olhem só uma das chamadas da novela (atentem para o rosto rechonchudo da Cláudia Raia, a quase monocelha da Malu Mader e o Marcos Frota com a maior cara de novinho):

A trilha sonora contava ainda com Cazuza (Nosso amor a gente inventa), Pretenders (Don’t get me wrong) e Kid Abelha, quando ainda tinha o & Os abóboras selvagens no nome (Amanhã é 23). 

O Ira! voltou aos holofotes em 2004, ao gravar o Acústico MTV, numa época em que os anos 1980 voltaram à moda. Não durou muito: em 2007, Nasi saiu da banda, que veio a acabar definitivamente em 2008. Hoje Nasi e Scandurra são dois tiozões, mesmo, e tocam seus projetos pessoais.

Nádia Lapa, que assume sua velhice ao dizer que adorava O Outro 

 

domingo, maio 17, 2009

All the old ladies

Este post deveria ter sido colocado no blog na sexta, mas minha internet deu pau e eu acabei esquecendo. 

Hoje falarei sobre uma das minhas músicas favoritas da década de 1980. Tecnicamente, eu tinha 2 anos qual ela “bombou”, mas era uma época sem internet e eu morava em Manaus – isto é, as coisas demoraaaaaaaaaaavam a chegar por lá. 

Bette Davis Eyes é uma música composta em 1974 por Donna Weiss e Jackie DeShannon. Ficou no limbo até o início da década de 1980, quando Kim Carnes incluiu a canção em seu álbum Mistaken Identity. A música foi um tremendo sucesso em diversos países, inclusive no Brasil. 

A atriz Gwyneth Paltrow fez um cover da canção no filme (sem graça) Duets

Leighton Meester, a Blair de Gossip Girl, também gravou a sua versão.

Você também pode baixar aqui. 

Bette Davis foi uma bem-sucedida atriz de Hollywood. Tendo gravado mais de 100 filmes, morreu em 1989. Mas, fina que era, foi capa da Life sessenta anos antes. 

1981-b-davis-life-39-80

A canção foi a terceira mais “rentável” da década de 1980. Só fica atrás de Physical, de Olivia Newton-John, e Endless Love, de Lionel Richie e Diana Ross. Segundo Kim Carnes, a própria Bette Davis expressou sua satisfação com a música. 

Nádia Lapa, que não tem Bette Davis Eyes, mas dançava a música tal qual uma louca varrida

 

sexta-feira, maio 1, 2009

All the old ladies

Assumi total meu lado “old lady”. Estudo com colegas 10 anos mais novos, escrevi num blog com um rapaz que tem quase a metade da minha idade, tenho preguiça de sair e, quando saio, meia noite já quero voltar pra casa.

Loser total, alguns diriam. Eu, ao contrário, acho ótimo. Claro que eu tenho umas recaídas e compro florzinhas pra colocar no cabelo, bolsas fofinhas e sapatinhos com lacinho. E falo no diminutivozinho. 

Mas ser véia (ok, eu sei que está indo contra o novo acordo ortográfico, mas já é demais pedir que eu escreva sem esse acento profissionalmente, né?) tem suas vantagens. Afinal, vivi na década de 1980. Podem dizer que foi a “década perdida”, ou que sombra azul não é algo a ser usado. Ou que ombreiras NÃO deixam mulheres mais bonitas. Que mullets não são exatamente um corte de cabelo; ou ainda que telefones de disco são pouco práticos. 

Não importa. Fui bem feliz na década de 1980. Usei mullets. Minha mãe usou sombra azul e ombreiras. E, o melhor: grande parte do que hoje se acha cool (eu não estou falando da Trash 80’s, tampouco da Ploc) veio justamente desta década que alguns julgam perdida. 

Nasci em 1979 e minhas diletas colegas que nunca escrevem este blog nasceram em 1980. Então, total nos identificamos com tudo o que foi descrito acima. Por isso, eis aqui uma seção deste blog que pretendo fazer toda sexta feira: All the old ladies, onde pretendo falar das velharias que gostamos – e muito.

Começando com Dona Cyndi Lauper e sua ótima I drove all night

I drove all night foi originalmente lançada em 1987 por Roy Orbinson, um “belo” e importante cantor americano já falecido. Jason Priestley, o Brandon da primeira versão de 90210 (pra mim, será Barrados no Baile pra sempre!), e Jennifer Connely, a belíssima atriz de Réquiem para um sonho e em cartaz atualmente com Ele não está tão a fim de você, estrelam o clipe. À época, os dois eram apenas rostinhos bonitos. Barrados só foi produzido na década de 1990 e Connely ainda engatinhava na carreira de atriz.

Já no clipe de Cyndi Lauper, vemos a cantora nua e com algumas imagens sendo projetadas no corpo dela. Há quase vinte anos, as cenas chocaram algumas pessoas pela nudez e por insinuar sexo (???). Hoje, chocariam pelas gordurinhas aparentes da cantora.

Com 25 anos de carreira e mais de 60 milhões de álbuns vendidos, a cantora fez shows no Brasil em 2008. Eu não fui, mas confesso que AMO dirigir ouvindo I drove all night, me emociono com True Colors (podem rir) e danço sozinha com Girls Just Wanna Have Fun

Nádia Lapa, que acaba de se arrepender de não ter ido ao show

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