Midcult

sábado, abril 10, 2010

Vai uma pipica aí?

A coisa já ficou sem graça, mas não podemos deixar de dar o recadinho:

Galera jornalista, vamos aderir à prática da revisão de texto?

Vai uma pipica aí?

Tem coisas que só o EGO faz por você.

Cintia Santiago

Anúncios

sábado, março 13, 2010

“Notícias Populares” de Santa Rosa

Este texto circula na internet desde o começo do ano passado, mas só agora eu tive o “prazer” de receber a matéria – que eu julgo ser uma piada armada por algum desocupado de mente sórdida.

De todo modo, como este blog tem pretensão a qualquer coisa – ou a nenhuma -, convido vocês a saborearem ou “assarem uma carninha”. O mais comovente é a expressão usada pelo autor das linhas: “… resolveram praticar atos libidinosos”.

Cintia Santiago – pensando, intrigada, no último churrasco do qual participou

terça-feira, setembro 1, 2009

Marina Silva no país das “maravilhas”

A notícia publicada pelo G1 sobre a entrevista de Marina Silva – nova integrante do Partido Verde – ao Programa do Jô nos permite uma série de questionamentos, dentre os quais podemos enumerar:

1) Por que Jô Soares não se muda pro Tibet e para de fazer as perguntas descabidas que lhe são peculiar? É, no mínimo, de mau gosto – quiçá antiético – questionar a ex-petista sobre quem ela apoiará na reta final da eleição. Alô? Por mais que o PV seja irrelevante, a função do entrevistador não é ser tendencioso.

2) Por que Roney Domingos não editou as aspas da entrevistada? Por quê? Ah, já sei, deve ser mais cômodo usar simplesmente o “copiar e colar”. A gente só não é obrigado a ler uma aspa cheia de repetições da linguagem oral ou algo completamente sem sentido – reparem nessa frase: ” ‘O desmatamento continua caindo até hoje, com risco de crescer, agora que o país voltou a crescer, graças a Deus’, afirmou.”. Ok, Roney, agora traduz pra tia Cintia o que Marina Silva quis dizer com isso!

3) Por que não me chamaram pra escrever esse texto? Até com o sono que estou agora – e sob os efeitos das substâncias consumidas pela Vanusa – eu faria melhor.

Jesus, apaga a luz e fecha a porta que eu vou é dormir!

Cintia Santiago

quarta-feira, agosto 26, 2009

Castigo para o agressor da calopsita

Mais um capítulo da “novela” abaixo, ó:

Clique aqui. Aqui!

Enumero os episódios que mais me “cativaram”:

1) Chris Brown é condenado a cinco anos de liberdade condicional

Tudo bem. Ficou notório que o réu foi privado de ir e vir a seu bel-prazer. Mas ler “condenado à liberdade” – mesmo que condicional – dá uma certa agonia. Alô? Vamos melhorar o título? Grata.

2) Ele disse ainda ter pedido desculpas diversas vezes à intérprete de “Umbrella”.

Hã? Desde quando Rihanna é intérprete e Umbrella é música? A minha ex-calopsita, Nina, cantava melhor do que a mulher-de-malandro-moicana.

Cintia Santiago – ela mesma

quarta-feira, agosto 5, 2009

Errando o substantivo

Se alguém conseguiu entender o porquê da palavra “pacientes” estar no lugar de “passageiros”, por favor, avise-me. Vai ver sou eu quem desconhece o perfil dos usuários do Metrô. Ou será que a Anvisa transformará os vagões numa espécie de cópia do lugar para onde foram levados os cegos de Ensaio Sobre a Cegueira?

Cuidado: não pegue a gripe suína! Você pode ser confinado em alguma estação da Linha 5 – Lilás.

Os pacientes do Metrô – notícia publicada hoje pelo G1.

Cintia Santiago

sábado, julho 11, 2009

Vai um intensivão de direito aí?

Por falar em micos jornalísticos, os erros em matérias que de alguma forma tenham relação com o direito não me dão vergonha alheia. Dão raiva. Antes, achava que era simples burrice do repórter. Hoje, com uma graduação em direito nas costas e na metade do curso de jornalismo, vejo que é burrice e incompetência.

O jornalista não sabe de tudo, mas ele conhece quem sabe. Esta é uma máxima repetida nos corredores das faculdades de jornalismo. Acho que deveriam ter mais noção de direito, sim. Mas, se acham isso sem importância, pelo menos telefonem pra aquele colega advogado pra que ele te ajude a escrever a matéria.

Jornalista, em geral, não sabe nem o que é tripartição de poderes e que o Ministério Público não é órgão do judiciário. Da mesma forma, vivem confundindo as bolas e acham, sempre, que a culpa da impunidade é dos juízes; não sabem que o inquérito policial tem prazo de 30 dias para ser concluído; ignoram a superlotação dos presídios e não têm a menor ideia do que sejam os direitos humanos. Uma vergonha.

Às vezes, porém, não sei se os jornalistas se escondem atrás do véu da burrice para fazerem sensacionalismo. É o caso de uma matéria do Globo Online sobre os criminosos que mataram um cachorro a pauladas no Rio Grande do Sul. Se você não está familiarizado com o assunto, uns dementes não só bateram no cão – for no reason -, como também filmaram por celular e colocaram no You Tube. Houve uma comoção no Twitter, e os rapazes acabaram sendo identificados.

Daí pelo menos três jornalistas (ClicRBS, Fabiana Parajara, O Globo) assinaram uma matéria com o título:

Sem flagrante, jovens que mataram cão a pauladas no Rio Grande do Sul não devem ir para cadeia, diz delegado

Li alguns comentários no Twitter sobre a impunidade no Brasil, sobre “não adianta nos mobilizarmos, a polícia faz  que quer”, e coisas afins.

Basta uma rápida consulta ao código penal para sabermos quais os requisitos para a prisão em flagrante:

Art. 302 – Considera-se em flagrante delito quem: 

I – está cometendo a infração penal; 
II – acaba de cometê-la; 
III – é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração; 
IV – é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.

Sim, presume-se que aquelas pessoas sejam autoras da infração, segundo o item IV acima. Mas notaram o “logo depois” ali? Pois é. Existem teorias que explicam essa parte temporal (observem que o inciso I fala do criminoso praticando o crime e vai distanciando temporalmente até o inciso IV). Para entendê-las, leia aqui.

Lembrem, também, que “vídeos do You Tube” não foram previstos pelo legislador; garanto que em 1940, ano do Código Penal, ninguém imaginava que a tecnologia chegaria ao ponto de hoje.

Não entende nada de Direito Penal? Bom, pelo menos a Constituição um jornalista deveria conhecer. Logo no artigo 5 (quinto), cujo título é “Dos Direitos e Garantias Fundamentais”, vê-se os seguintes incisos:

LXI – ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei

LXV – a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária

LXVI – ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança

Logo, os rapazes não foram presos pois não se encontravam em flagrância. O inquérito será concluído e enviado ao Ministério Público, que aí sim decidirá se oferecerá a denúncia. Provavelmente o fará, e os acusados responderão o processo em liberdade. Ao final, se condenados, serão presos. É assim que o Estado Democrático de Direito funciona. O mesmo artigo 5 diz:

LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal

O contraditório e a ampla defesa são os pilares do nosso sistema jurídico. Defender tratamento diferente é apoiar a balbúrdia, a discricionaridade de um delegado de polícia e o cerceamento de defesa.

Um pouco de cultura, mesmo que seja midcult como esse blog inteiro – em especial este post, não faz mal a ninguém.

Nádia Lapa

sexta-feira, julho 10, 2009

Eu ia falar só do Johnny Depp, mas…

Meu intuito era revelar que não me sinto mais só no mundo porque Johnny Depp, assim como eu, disse: “Não fico à vontade entre as pessoas”. Eu casava com ele amanhã se ele quisesse. Vejam o garbo do rapaz:

Mas não consegui parar quieta quando percebi que quase todos os sites de jornais e de revistas do Brasil, além dos portais de notícias, publicaram a mesma nota da agência espanhola EFE, responsável por divulgar a entrevista do ator para a revista alemã TV Movie. Eu sei que isso é feito “a rodo”, mas estão iguais TODOS os erros e a falta de sentido de boa parte do texto! IGUAIS! Não devem ter sequer lido um parágrafo.

Olhem o exemplo do G1 e do O Dia Online. A QUEM Online reescreveu a nota, mas não deu o crédito devido à EFE.

Sério, tenho muita vergonha alheia do que essa gente chama de jornalismo. E podem me chamar de ingênua, não tem problema.

Cintia Santiago

Mais pérolas dos periódicos

Ler jornais de bairro é uma das coisas mais interessantes e engraçadas para um jornalista. Aliás, qualquer pessoa que goste de ler deveria fazer isso. Pois bem, abaixo estão dois exemplos hilários de como NÃO escrever um texto. As duas notas foram publicadas hoje no jornal Gazeta do Ipiranga. Não estão assinadas, mesmo. Juro que não estou escondendo os nomes dos autores.

Todo mundo gosta de fofoca. Mas fofoquemos com classe, por favor

Até as fofocas merecem um texto melhor, não?

Essa é mais legal porque tem até gerundismo

Esta tem até gerundismo

Cintia Santiago

quinta-feira, junho 4, 2009

It’s Britney, bitch!

Filed under: Anedotas do jornalismo,Celebridades — Nádia Lapa @ 13:22
Tags:

Que as pessoas já perderam a noção há muito tempo, isso todo mundo sabe. Ontem saiu uma nota no Ego dizendo que Britney Spears mostrou “gordurinhas” em um show em Londres. Eis a foto que comprova:

britney

Sério, se isso aí é “gordurinha”, imagino o que diriam da  minha pança, então…

Nádia Lapa, a.k.a. pançudinha

Enquete jornalística do dia

Das questões a serem respondidas pelo jornalismo:

1) Por que diabos a Mariana Godoy – apresentadora do Bom dia São Paulo – só tem um figurino? Blusinha básica e blazer. Por quê?

2) Que doença Flávia Freire tem nas mãos, que a impede de controlá-las quando apresenta a previsão do tempo, as notícias sobre o trânsito e nos dias em que é “âncora” dos telejornais? Veja só que angustiante o Boneco do Posto da Globo em duas situações:

No estúdio do Jornal Hoje, apresentado pelo todo-fofo-da-Nádia-Evaristo-Costa e pela simpática de verdade, Sandra Annenberg…

E numa edição feita especialmente para ressaltar a peculiar característica da jornalista…

Muita agonia me dá isso! Muita!

Cintia Santiago

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.