Midcult

quinta-feira, setembro 16, 2010

Novo vídeo do Badly Drawn Boy

Filed under: Música — Nádia Lapa @ 20:02
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Badly Drawn who? Boy. B-O-Y.

Amo Badly Drawn desde About a boy (Um grande garoto), filme baseado em um livro do Nick Hornby. Foi o mancebo inglês que fez a trilha sonora, absolutamente perfeita.

Nick Hornby + Badly Drawn + Hugh Grant + Toni Collette = um dos melhores filmes de todos os tempos.

E o cantor vai lançar um novo CD, It’s What I’m Thinking Pt.1: Photographing Snowflakes, agora em outubro. Too many miracles, música fofa mas de clipe medonho já pode ser ouvida, ó:

quarta-feira, junho 16, 2010

Please stop the music

Filed under: Música — Nádia Lapa @ 17:00
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Aliás, pelamordedeus parem a música. Há covers muitíssimos bem feitos, como já falamos aqui e aqui, por exemplo.

Mas e quando a música original já é uma merda? Qualquer coisa que você fizer, mesmo se for um cover com batidinhas na caixa de fósforo, vai ser melhor? Jamie Cullum mostra que não. Sempre, sempre, sempre pode piorar.

O mancebo inglês pegou uma música horrenda da nossa não-tão-querida calopsita (conhecida também por Rihanna) e cometeu isso:

O original está aqui. Escolha qual você odeia mais.

sexta-feira, abril 23, 2010

Dá até pra comprar umas roupitchas novas, Simon!

O NME publicou a lista feita pelo Sunday Times das pessoas mais ricas do mundo da música na Inglaterra. Tem executivos, produtores de teatro e cantores como Mick Jagger, Paul McCartney e Elton John. Simon Cowell, produtor conhecido aqui no Brasil pela sua polêmica participação no júri do American Idol, ganhou 40 milhões de libras no ano passado. Quantas calças novas dá pra comprar com isso, Simon? Ah, já sei: ele gasta tudo com clareamento dentário!

Eis os ricaços, com o valor das suas respectivas fortunas:

1. Edgar Bronfman and family (£1,640 million) – ele é chefão do Warner Music Group
2. Clive Calder (£1,300 million) – também um executivo, dono do Zomba Group (Jive Records)
3. Lord Lloyd-Webber (£700 million) –
4. Sir Cameron Mackintosh (£635 million)
5. Sir Paul McCartney (£475 million)
6. Simon Fuller (£350 million)
7. Sir Mick Jagger (£190 million)
8. Sir Elton John (£185 million)
9. Sting (£180 million)
10. Keith Richards (£175 million)
11. Simon Cowell (£165 million)
12. Olivia and Dhani Harrison (£160 million)
13. Jamie Palumbo (£150 million)
14. David and Victoria Beckham (£145 million)  – meio bizarro eles estarem por aqui, né? Acho – mas só “acho” – que a grana do casal NÃO veio das Spice Girls!
15= Sir Tim Rice (£140 million)
15= Ringo Starr (£140 million)
17. Sir Tom Jones (£135 million)
18. Eric Clapton (£125 million)
19. Roger Ames (£120 million)
20. Barry and Robin Gibb (£110 million)

O jornal também trará no próximo domingo uma lista dos milionários da música de até 30 anos de idade. Não se espante ao ler o nono lugar da lista: a Amy Winehouse já foi presa, já casou, já separou, colocou silicone, tomou muita droga, já bateu em fotógrafo, já ganhou prêmios… e só tem 27 anos.

1. Charlotte Church (£11 million)
1. Katherine Jenkins (£11 million)
1. Leona Lewis (£11 million)
4. Cheryl Cole (£10 million)
4. Katie Melua (£10 million)
6. Joss Stone (£9 million)
7. Craig David (£8 million)
8. Natasha Bedingfield (£6 million)
9. Lily Allen (£5 million)
9. Nadine Coyle (£5 million)
9. Jamie Cullum (£5 million)
9. Duffy (£5 million)
9. Sarah Harding (£5 million)
9. James Morrison (£5 million)
9. Paolo Nutini (£5 million)
9. Nicola Roberts (£5 million)
9. Kimberley Walsh (£5 million)
9. Amy Winehouse (£5 million)

terça-feira, setembro 8, 2009

As mais tocadas em 8 de setembro

Num mundo em que a mulherada se empolga quando toca Piriguete na night (juro. meninos, eu vi!), olhar pra história da música pode ser uma saída para enxergarmos se temos salvação. Será que temos?

Preciso dizer qual a primeira colocada de 8 de setembro de 2009? É I Gotta a Feeling, do Black Eyed Peas. A ideia é batida: “todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite”, diria Toni Garrido. Os Black Eyed Peas estenderam isso pra todos os dias da semana. Só isso. E colocaram a Fergie pagando de gostosa (gata, você não nos engana. Até Lady Gaga é mais feminina que você). Mas, confesso: eu gosto da música. Daqui a umas 3 horas eu não mais aguentarei ouvi-la, pois ela toca demais.

Há dois anos, a metade-homem-metade-mulher Fergie também era a primeira colocada. Com a bizarra Big Girls Don’t Cry. Se você nunca prestou atenção na letra (fez bem, aliás), ela diz que sente falta do carinha como um bebê sofre com a falta do cobertor (???). God.

Os anos 2000 estão mais pra Piriguete, mesmo.

A década de 1990 nos deixou pelo menos duas primeiras colocadas que ainda tocam como se tivessem sido lançadas mês passado. I don’t want to miss a thing, do Aerosmith, de 1998, e ela… a mais dançada around the world desde 1996:

Olhando as melhores da década de 1980, vi que 8 de setembro é o dia das músicas grudentas. Checa a primeira em 1983:

Eu juro que não queria colocar aqui. Juro. Mas no topo da Billboard de 1989 estava uma música que toca meu coração. Perdoem-me. Eu tinha nove anos (não é uma das minhas favoritas, tá? sim, eu tenho músicas favoritas do New Kids on the Block).

Pra fechar o post, que já está longo demais, mais uma música hiper bem sucedida até hoje. Since 1973:

Ah, pra vocês concordarem comigo acerca das “músicas grudentas de 8 de setembro”, vejam só a lista: Blaze of Glory, Bon Jovi (1990); Sweet child of mine, do Guns (1988); I shot the sheriff, Eric Clapton (1974) e Help!, Beatles (1965).

Agora já sabe: quer lançar uma música que pegue? Tente o finalzinho de agosto. Sucesso na certa.

Nádia Lapa

Xerox, fotocópia e autenticada

Segunda feira é dia de fazer promessas. Dieta. Não ligar mais praquele cretino. Arrumar a casa todos os dias, pra não ter que perder o sábado faxinando. Atualizar o blog com mais frequência.

Opa! Hoje não é segunda. Mas vamos combinar que com um feriado ontem e essa chuva torrencial de hoje… nada mais segunda-feira que isso, right?

Então, vamos à promessa que tenho descumprido miseravelmente: atualizar o blog com mais frequência.

Eles estarão aqui em dois meses e meio. Se chover em 21 de novembro como está chovendo hoje, teremos um novo Rock in Rio I (sim, eu já era nascida e lembro dos meus pais chegando em casa com os pés enlameados).

Mr. Brandon Flowers e cia fizeram sua very own Romeo and Juliet:

A canção foi gravada originalmente pelo Dire Straits, em 1980. A letra é de Mark Knopfler, que também canta a música. Nesses quase trinta anos, Romeo and Juliet já fez parte da trilha sonora de Chumbo Grosso (2007), Empire Records (1995, com Liv Tyler e Renée Zellweger) e Mal Posso Esperar (1998, com a cabeçuda Jennifer Love-Hewitt).

O You Tube está recheado de covers da música. Incrível como uma canção de 30 anos pode ser tão moderna. Mas confesso que prefiro a versão dos Killers. E você?

Nádia Lapa

domingo, junho 28, 2009

Música é perfume

Filed under: Música,Pessoal — O escritor @ 00:28
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As lembranças e a saudade caminham juntas quase o tempo todo.

É bem cafona tudo isto que escrevo abaixo, mas como já tenho a convicção de que sou, de fato, um tanto brega, tô nem aí para o que alguém possa dizer.

Não deve haver um ser humano lúcido neste planeta que não goste de música. Independente do ritmo, do estilo, da língua, ouvir uma canção pode tornar o exercício da audição algo infinitamente superior – metafísico, mesmo.

A música é como perfume; traz a lembrança de alguém. Além disso, remete a algum momento, um a fato interessante. Pra mim, certas músicas trazem – imediatamente – a recordação e a saudade de pessoas queridas e adoráveis.

A minha lista de canções não faz muito sentido. Mas quem disse que deveria fazer?

Samba do avião – Tom Jobim

She Moves In Her Own Way – The Kooks

Dindi – Tom Jobim /Aloysio de Oliveira / Ray Gilbert

Transparente – Paulo Abreu Lima / Rui Veloso

La Vie En Rose – Edith Piaf

Saúde – Rita Lee

Melodia SentimentalHeitor Villa-Lobos / Dora Vasconcelos

Outono no Rio – Ed Motta

Faça a sua, também.

Cintia Santiago

domingo, maio 3, 2009

Por quê?

Acordei oito da manhã num domingo. Aguardem comentários maldosos ao longo do dia.

Ontem, no post da Lily Allen, ia comentar do projeto de um amigo. Porém, o post acabou ficando muito longo. Assim, Expedito Paz e quem mais chegar até aqui, ouça as músicas de It’s not me, it’s you em versões muito mais legais e modernas. 

É só baixar aqui. Produção de Fritz Von Runte, que um dia me dará uma rolleiflex. 😉

Nádia Lapa

sábado, maio 2, 2009

A Todo Vapor

Filed under: Música,Velharia — O escritor @ 01:35
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Lembro até hoje da avó de um amigo dizendo: “Meu filho, para de ouvir esse rock alto!” Ela se referia às músicas (ou algumas delas) do CD – FA-TAL – Gal A Todo Vapor. Pra quem não conhece, vamos lá: o LP (sim, disco de vinil, porque na época CD era, no máximo, a junção de duas consoantes) foi lançado em 1971, a partir do show homônimo feito por Gal Costa neste período.

O melhor de tudo – e o que dá sentido ao trabalho – é o momento histórico em que disco e show são produzidos. O Brasil ainda vivia o “auge” da ditadura, apesar da grande dependência do capital externo. Entretanto, a fase sombria estava um pouco longe de terminar. Eu até ia cita Weber, mas isso só pode ser feito por Nádia Lapa. E tal fato leva muita gente à loucura, diga-se de passagem.

Este trabalho de Gal é o símbolo do “desbunde”, apelido dado ao pessoal da contracultura – cultura marginal e de ruptura estética. Aquela gente que não era “careta”. Há controvérsias quanto às reais intenções e aos objetivos desse movimento. Porém, o fato é que muita gente hoje considera – FA-TAL um disco de rock. Não, não, não, minha gente. É um disco de música popular brasileira, ouvido por toda a geração dos cabeludos órfãos da Tropicália e do Woodstock. Agora, que tem umas guitarras muito doidas em algumas músicas, isso tem.

Eis a canção que fez a velhinha do começo do post dar piti – com direito à microfonia e tudo:

“Dê um Rolê”, “Hotel das Estrelas” e “Luz do Sol” estão na mesma “vibe rock and roll”; ouça: – FA-TAL – Gal A Todo Vapor

PS. Esqueça o “1972” mencionado no link. 1971 é o ano de fato e de direito do disco. Erro de apuração do site.

Cintia Santiago

sábado, abril 25, 2009

E em 25 de abril?

Em 25 de abril temos a infelicidade de ligarmos o rádio e ouvir “Boom Boom Pow”, do Black Eyed Peas. Não tenho NADA contra música só pra se divertir – elas são ótimas pra pedalar – mas essa música… Sem contar que tem Fergie avisando que é ela cantando. Oi? Alguém desconhece os gritinhos dela? E não é que ela está numa música.. do Morrissey, e precisa avisar isso. É o Black Eyed Peas, minha gente!

Esta última década vem sendo cruel com o 25 de abril. Só música ruim. 

Em 25 de abril de 1990, Sinead O’Conner quebrava tudo com Nothing Compares 2 U. A música foi composta por Prince e figura na posição 162 da lista das 500 melhores músicas da história feita pela Rolling Stone. (nota da editora: acho brega esse “2 U”).

Em vez de “quebrava tudo”, acho que fica melhor um “rasgava tudo”, né?

A cantora irlandesa teve, segundo seus relatos, uma infância conturbada. Ela teria sido abusada fisicamente e compôs a música “Fire on Babylon” a partir destes maus-tratos. Os pais travaram uma grande luta pela guarda dos filhos após a separação e, assim que pôde, Sinead passou a morar com o pai. Não durou muito. “Aos 15 foi mandada prum reformatório” (quoting Renato Russo) por vadiagem e roubos em loja (vai ver inspirou Winona Ryder, né? Vai saber…).

Durante a carreira, Sinead declarou ser homossexual, apesar de ter sido casada duas vezes, ter tido quatro filhos e namorado o líder do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis. A música “I Could Have Lied”, do quinto álbum da banda americana, é sobre o término do namoro entre Sinead e Kiedis. Ela também já disse que é só 25% gay. Polêmica é com ela mesma.

Assim, fez algo que marcou sua carreira pra sempre. Sinead foi a convidada musical do Saturday Night Live de 3 de outubro de 1992. Cantou “War”, de Bob Marley, trocando a palavra “racism” por “child abuse”. Segundo a direção do programa, nos ensaios ela mostrava a foto de uma criança africana. Se não tiver três minutos disponíveis, ou não quer sonhar com a irlandesa gritando “Children, children” (aos 2:38), observe somente a partir do 3:00…

Isso porque foi o João Paulo II, mais conhecido no Brasil como “João de Deus”. Imaginem se fosse o Bento XVI…

papa-bento-xvi

A partir desse episódio, a cantora foi alijada de programas de TV. Nunca mais foi convidada pro SNL. Algumas rádios não mais tocaram músicas da irlandesa. Como ela não sabe se é lésbica ou não, ela não sabe se está arrependida. Já deu entrevistas dizendo que sim, e em outras falou um sonoro “Hell, no!”, quando questionada se faria algo diferente.

Em 2007, confessou à Oprah que sofre de transtorno bipolar e que já tentou o suicídio. Problemática a moça, não?

Nádia Lapa, que achava João Paulo II um velhinho simpático e ficou triste quando ele faleceu

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