Midcult

segunda-feira, junho 29, 2009

Do meu conterrâneo

Filed under: Literatura,Manaus — Nádia Lapa @ 02:16
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Antes de recolher-me aos meus aposentos (um colchão inflável no hospital), algumas frases do livro que estou lendo: Cinzas do Norte, do meu conterrâneo Milton Hatoum.

(por falar nisso, tenho mil projetos a respeito da obra do escritor amazonense)

“Nada de poupança, Lavo. Dinheiro guardado é prazer adiado.”

“Esses marmanjos não sentem fome, só sede, mana. Uma cachacinha com jaraqui frito, e estamos no céu.” (TECLA SAP: Jaraqui é um peixe daqui da região, bem barato. No me gusta. Minha avó não come de jeito nenhum.)

Para encerrar:

“Estou trabalhando, mana”, disse Tio Ran. “Trabalho com a imaginação dos outros e com a minha.”

Ela estranhou a frase, que algum tempo depois eu entenderia como uma das definições de literatura.

Nádia Lapa, que vai deixar a imaginação ser trabalhada agora (não pensem em besteira, seus pervertidos)

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