Midcult

sexta-feira, junho 12, 2009

E o ego, vai bem?

Adam Lambert, segundo colocado na oitava temporada de American Idol, ainda está dando o que falar. Capa da Rolling Stone americana deste mês, o cantor admitiu na revista que é gay (coisa que todos nós já sabíamos).

rolling stone

Na mesma matéria, há a revelação de que Lambert teve um certo crush pelo vencedor do programa, Kris Allen.  Ao perceber que Kris seria seu companheiro de quarto, Adam pensou: “droga, me colocaram justamente com o gatinho”. Ele disse à Rolling Stone, ainda, que Kris era o único do grupo de competidores que seria o tipo de Lambert… isso se não fosse pela esposa de Allen.

Na final do programa, o Kiss estava entre as diversas atrações da noite. Adam Lambert cantou com eles:

Gene Simmons, baixista e vocalista da banda, tem feito inúmeros comentários absolutamente irrelevantes a respeito de Lambert e que denotam todo o rei que ele PENSA ter na barriga. A última dele é a recomendação de que o jovem cantor deveria ir cantar com o Queen ou na Broadway, em vez de falar sobre suas preferências sexuais à Rolling Stone, simplesmente porque “ninguém liga”.

Quando questionado sobre o que achou de tocar junto com Lambert na final do American Idol, Simmons deixou qualquer humildade de lado (será que ele tem alguma?) e disparou: “Como foi pra ele tocar conosco, você quer dizer? Bom, você tem que pensar em quem manda e em quem é o cachorrinho nesta história toda”.

Vamos recapitular:

– Em 2002, Gene Simmons deu uma entrevista onde dizia ter transado com mais de mil mulheres. Ele disse “se você quer me receber de braços abertos, esteja certa que terá de estar com as pernas abertas também”. Um lord, não?

– Em diversas ocasiões, o baixista disse que a culpa pela decadência da indústria fonográfica é dos fãs (é, aqueles mesmos que lotam os shows da banda). Segundo o super simpático músico, nós todos deveríamos ser processados por compartilhar arquivos online.

– Sua música conhecida, Rock and roll all nite, é de 1975. É, ela foi lançada há 34 anos. TRINTA E QUATRO.

– Você usa maquiagem e roupas bizarras pra entrar no palco. Quando tentou mudar isso, sua banda sofreu declínio.

– No palco, há inúmeros efeitos pirotécnicos, fumaça, luzes.

– Você fez diversos show caça-níqueis ao redor do mundo, já que não lança material inédito há mais de uma década.

– A língua. Ai, gente, a língua.

Simmons deveria baixar a bola. Acho que hoje, “ninguém liga” é pro Kiss, isso sim.

Nádia Lapa, que não era fã do Adam, mas não suporta gente que se acha

quinta-feira, maio 21, 2009

Thiiiiiiiiis was… American Idol!

 

Atenção! Se você ainda não viu a final de American Idol, não leia este post!!!

 

Hoje a oitava temporada de American Idol chegou ao final. Adam Lambert e Kris Allen duelaram pelo título que, no final, não é garantia de sucesso profissional. Afinal, é só pensarmos em Ruben, que ganhou a segunta temporada; ou na Fantasia, vencedora da edição seguinte. Eles podem até fazer algum sucesso nos EUA, mas internacionalmente… Já Jennifer Hudson rodou antes das finais da terceira temporada, mas ganhou Oscar, Grammy, Bafta, Globo de Ouro e por aí vai. 

 

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Minha amiga Renata Matteoni é fã do Kris; já eu não tinha preferências. Reconheço, porém, a superioridade de Adam. Mas como eu sou uma pessoa estranha e não consigo me identificar com alguém que use tanta maquiagem, não tinha nenhum favorito para a noite de hoje.

O programa foi recheado de grandes atrações. Kiss, Jason Mraz, Keith Urban, os chatíssimos Black Eyed Peas (Fergie com um queixo duplo, aliás) e Cyndi Lauper foram algumas delas. Apesar da grandiosidade, houve momentos constrangedores, como os participantes vestidos de branco para cantar So What, da Pink; a pentelha da Tatiana correndo pelo palco (sério, nunca ninguém me irritou tanto como essa menina); ou ter que ouvir – DE NOVO – o ganhador cantando No Boundaries, da Kara. O que se tornou ainda mais constrangedor, pois, afinal de contas, o Kris Allen não é um cantor lá muito bom. É, isso aí. Foi ele quem ganhou o American Idol 2009.

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Se ele não era o melhor, por que ganhou? Bom, Adam Lambert é um gritalhão, usa muita maquiagem e força uma barra no figurino. Além disso, seu carisma tendia a zero. Chegava até a parecer arrogância (talvez fosse, mesmo). Como se tudo não bastasse, é gay. 

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Acho o Kris bastante cute, mas a vitória dele também significa a vitória do conservadorismo e do preconceito. Adam pinta as unhas de preto, usa lápis no olho e beija garotos, como se pode ver na foto acima. Enquanto isso, Kris é o garoto que poderia ser nosso colega de classe, ou um vizinho simpático. Ele casou-se com a namorada de anos e com ela teve uma filha; fez trabalho voluntário em Moçambique, Tailândia e em outros países; e é cristão fervoroso.

Um fofo, claro. Mas não era o melhor cantor.

Perder é sempre péssimo, especialmente quando você sabe que era o melhor. Mas Adam Lambert deve estar feliz. Primeiro, por não ter que gravar a tal No Boundaries mela-cueca-from-hell. Segundo, por ter seu talento de gritador-mor reconhecido por diversos artistas (Katy Não Consigo Cantar Ao Vivo Perry usou uma capa com o nome dele; Robbie Williams falou bem dele no blog pessoal). Terceiro, porque ele tá bem na fita, ó:

 

Adam e seu namorado, Drake.

Adam e seu namorado, Drake.

 

Bom, mais uma prova de que o melhor nem sempre vence. E que a nossa sociedade continua ridiculamente preconceituosa e tosca.

Nádia Lapa

 

 

 

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