Midcult

sábado, novembro 28, 2009

Twitts à venda

Filed under: Uncategorized — Nádia Lapa @ 10:16
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Entrei no Twitter há quase dois anos. No início, eu mal usava. Achava inútil, devagar. Daí comecei a seguir pessoas interessantes, meus amigos começaram a usar mais, e me viciei. A fase do vício já passou, ainda que eu fique com o TweetDeck aberto o dia inteiro.

A gente escolhe quem seguir quando lê um RT interessante ou engraçado. Procura o twitter de jornalistas/artistas/escritores que a gente gosta. E estas pessoas gozam de uma certa credibilidade.

Com o boom do Twitter, aconteceu o que já ocorrera nos blogs muito lidos: criou-se um espaço para propaganda.  Muitos caíram em cima de Marcelo Tas, que vendia twitts para a Telefonica. A @twittess tinha até uma tabela de valor por twitt rolando na internet.

Criou-se uma celeuma se a venda era moralmente correta. Eu acho errado. Pra mim, é como se no meio de uma conversa entre amigos eu dissesse “gente, experimentei o novo refrigerante de uva da Pepsi e é uma delícia”. Eu odeio uva. Mas, se você é ok com isso e acha que não tem nada de mais, pelo menos avise que aquele é um twitt patrocinado. Marcelo Tas fazia isso (não sei se ainda faz, há muito eu não o sigo).

Twitts patrocinados são como merchandising em novela. O curioso é que todos os jornalistas/entendidos de mídia e afins reclamam destas inserções. E eles mesmos estão hoje fazendo propaganda do novo Mentos, como se o lançamento de uma nova bala fosse algo socialmente relevante.

Eu já sou bombardeada por propaganda na TV, nos sites que visito, antes dos trailers do filme (lembram quando isso não existia?), na rádio, nas filipetas que me entregam nas ruas. Everywhere. Pelo menos no Twitter quero me ver livre disso.

Dizem que na TV a gente sempre tem a opção de trocar o canal. O “controle remoto” do Twitter é o unfollow.

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2 Comentários »

  1. Eu concordo contigo. É meio estranho saber que existe twitts patrocinados. Porém, como falei contigo via Twitter, a ocasião faz o ladrão. Eu se fosse anunciar algo com algum perfil de lá, faria ao menos uma pesquisa de comportamento/publico alvo. Afinal, não é só porque fulano tem zilhões de seguidores que eles estarão no meu target. É perder tempo, gastar dinheiro à toa. Por exemplo: tem gente que segue a @twittess pq ela é gostosa, apenas, e não pela mensagem que ela vai passar…
    Enfim, se há empresas dispostas a abrir mão de $500,00 do seu budget pra gastar assim, poderiam investir em outros setores também, como o social… não acha?

    beijos!

    Comentário por Laila Sena — sábado, novembro 28, 2009 @ 10:39 | Responder

    • O que eu acho estranho, Laila, não é a postura da empresa. A empresa quer ter seu nome na boca do povo. Me incomoda é a postura de quem goza de uma credibilidade e coloca tudo a perder pra fazer propaganda de bala ou de serviços que nao funcionam.

      Se eu fosse uma celebridade, eu jamais faria propaganda de um produto que eu nao uso. Nao faria propaganda de cerveja ou cigarros, por exemplo.

      Quanto à parte social… bom, se as pessoas físicas não têm esta noção, o que dizer das jurídicas? Como diria Brandon Flowers (The Killers): this is the world we live in. Infelizmente.

      Beijo

      Comentário por Nádia Lapa — sábado, novembro 28, 2009 @ 10:44 | Responder


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