Midcult

quinta-feira, julho 23, 2009

Só faltava essa

Filed under: bizarrice — Âmbar Elétrico @ 08:46
Tags: , , , ,

Se algum dos meus amigos que têm cachorro fizer isso – pintar o pobrezinho como mostra o vídeo abaixo -, não respondo por mim.

Pet South America

Cintia Santiago

Anúncios

quarta-feira, julho 22, 2009

O pimentão

Filed under: Celebridades,Fofoca — Âmbar Elétrico @ 22:18
Tags: , , , , ,

Já que está tudo uma merda, mesmo, vamos rir. Ou “dar risadas”, porque, como boa paulistana, adoro dizer que “dou risada”. 🙂

E não é que Simon Cowell – jurado do American Idol – esqueceu de sair do Sol e torrou?

Antes...

Antes...

...e depois

...e depois

Ele está, digamos… “Bem passado”! O protetor solar mandou lembrança.

Cintia Santiago

It´s a date!

Eu super estarei lá.

Nádia Lapa

Under pressure

ou Deus é naja. E nós também.

Curioso. Quando tenho problemas sérios e graves é quando escrevo melhor (comentários do tipo  “mas vc escreve bem?” devem ser endereçados para vapraputaquepariu@gmail.com). Servia como uma luva quando eu tinha um blog diarinho, lá pelos idos de 2001, 2002. Hoje, não tenho mais interesse em me expor. Devo ter ficado medrosa no meio do caminho, receosa das manifestações do tipo “patricinha lobotomizada” que recebia no passado – e que me faziam gargalhar alto. Talvez eu, no alto dos meus 21 anos, fosse mais livre que hoje.

Pensando bem, não deveria ser assim. Deveria continuar com o “foda-se” ligado no turbo.

Já que o tal botão anda meio quebrado e a outra dona deste cafofo, dona Cintia Santiago, também não está nos seus melhores dias, nada melhor que buscar conforto em dois grandes mestres. Curiosamente, os dois eram gays e morreram em consequência da Aids.

O primeiro deles é Freddie Mercury, que não nos deixou só We are the champions, ao contrário do que alguns pensam por aí (na verdade, essas pessoas devem achar que tal música surgiu do imaginário popular). O Queen, banda capitaneada por Mercury (aliás, há algo mais britânico e mais gay que uma banda chamada Queen?), se juntou a David Bowie e arrebatou o mundo com Under Pressure, lançada em 1981 e considerada pelo VH1 uma das melhores músicas dos anos 1980.

Neste ano eu tive a grata surpresa de ver uns rapazes tocando a mesma música aqui em São Paulo (o vídeo não é do show daqui. um vídeo feito por alguém da plateia da apresentação em Sampa – arrepiante – pode ser visto aqui):

Notem que Tom Chaplin, vocalista do Keane, nasceu apenas 2 anos antes do lançamento de Under Pressure. A mãe dele não devia usar a  música como canção de ninar, né? Então, fica óbvia a influência do Queen em bandinhas outrora consideradas indies.

A letra?

Under Pressure – Queen e David Bowie

Mm ba ba de
Um bum ba de
Um bu bu bum da de
Pressure pushing down on me
Pressing down on you no man ask for
Under pressure – that burns a building down
Splits a family in two
Puts people on streets
Um ba ba be
Um ba ba be
De day da
Ee day da – that’s o.k.
It’s the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming ‘Let me out’
Pray tomorrow – gets me higher
Pressure on people – people on streets
Day day de mm hm
Da da da ba ba
O.k.
Chippin’ around – kick my brains around the floor
These are the days it never rains but it pours
Ee do ba be
Ee da ba ba ba
Um bo bo
Be lap
People on streets – ee da de da de
People on streets – ee da de da de da de da
It’s the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming ‘Let me out’
Pray tomorrow – gets me higher high high
Pressure on people – people on streets
Turned away from it all like a blind man
Sat on a fence but it don’t work
Keep coming up with love
but it’s so slashed and torn
Why – why – why ?
Love love love love love
Insanity laughs under pressure we’re cracking
Can’t we give ourselves one more chance
Why can’t we give love that one more chance
Why can’t we give love give love give love give love
give love give love give love give love give love
‘Cause love’s such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And love dares you to change our way of
Caring about ourselves

This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressure

Under pressure
Pressure

(grifo meu)

O segundo rapaz a nos salvar em momentos como este é ele, sempre ele, Caio Fernando Abreu. Já escrevi tanto sobre o escritor gaúcho aqui neste blog que pareço monotemática. Hum. Pensando bem, sou mesmo.

De todas as obras-primas que ele nos deixou, Deus é naja deve ser a mais conhecida. Nunca leu? Leia. Já leu um milhão de vezes, como eu? Cá vai mais uma:

Deus é naja

Caio Fernando Abreu

Estás desempregado? Teu amor sumiu? Calma: sempre pode pintar uma jamanta na esquina.

Tenho um amigo, cujo nome, por muitas razões, não posso dizer, conhecido como o mais dark. Dark no visual, dark nas emoções, dark nas palavras: darkésimo. Não nos conhecemos há muito tempo, mas imagino que, quando ainda não havia darks, ele já era dark. Do alto de sua darkice futurista, devia olhar com soberano desprezo para aquela extensa legião de paz e amor, trocando flores, vestida de branco e cheia de esperança.

Pode parecer ilógico, mas o mais dark dos meus amigos é também uma das pessoas mais engraçadas que conheço. Rio sem parar do humor dele – humor dark, claro. Outro dia esperávamos um elevador, exaustos no fim da tarde, quando de repente ele revirou os olhos, encostou a cabeça na parede, suspirou bem fundo e soltou essa: -“Ai, meu Deus, minha única esperança é que uma jamanta passe por cima de mim…” –  Descemos o elevador rindo feito hienas.

Devíamos ter ido embora, mas foi num daqueles dias gelados, propícios aos conhaques e às abobrinhas. Tomamos um conhaque no bar. E imaginamos uma história assim: você anda só, cheio de tristeza, desamado, duro, sem fé nem futuro. Aí você liga para o Jamanta Express e pede: -“Por favor, preciso de uma jamanta às 20h15, na esquina da rua tal com tal. O cheque estará no bolso esquerdo da calça”. Às 20h14, na tal esquina (uma ótima esquina é a Franca com Haddock Lobo, que tem aquela descidona) , você olha para esquina de cima. E lá está- maravilha!- parada uma enorme jamanta reluzente, soltando fogo pelas ventas que nem um dragão de história infantil.

O motorista espia pela janela, olha para você e levanta o polegar. Você levanta o polegar: tudo bem. E começa a atravessar a rua. A jamanta arranca a mil, pneus guinchando no asfalto. Pronto: acabou. Um fio de sangue escorrendo pelo queixo, a vítima geme suas últimas palavras: -“Morro feliz. Era tudo que eu queria…”

Dia seguinte, meu amigo dark contou: – “Tive um sonho lindo. Imagina só, uma jamanta toda dourada…” Rimos até ficar com dor na barriga. E eu lembrei dum poema antigo de Drummond. Aquele Consolo na Praia, sabe qual? “Vamos não chores / A infância está perdida/ A mocidade está perdida/ Mas a vida não se perdeu” – ele começa, antes de enumerar as perdas irreparáveis: perdeste o amigo, perdeste o amor, não tens nada além da mágoa e solidão. E quando o desejo da jamanta ameaça invadir o poema – Drummond, o Carlos, pergunta: “Mas, e o humour?” Porque esse talvez seja o único remédio quando ameaça doer demais: invente uma boa abobrinha e ria, feito louco, feito idiota, ria até que o que parece trágico perca o sentido e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada. Dark, qual o problema?


Deus é naja – descobrimos outro dia.

O mais dark dos meus amigos tem esse poder, esse condão. E isso que ele anda numa fase problemática. Problemas darks, evidentemente. Naja ou não, Deus (ou Diabo?) guarde sua capacidade de rir descontroladamente de tudo. Eu, às vezes, só às vezes, também consigo. Ultimamente, quase não. Porque também me acontece – como pode estar acontecendo a você que quem sabe me lê agora – de achar que tudo isso talvez não tenha a menor graça. Pode ser: Deus é naja, nunca esqueça, baby.

Segure seu humor. Seguro o meu, mesmo dark: vou dormir profundamente e sonhar com uma jamanta. A mil por hora.

(grifo meu)

O conto foi publicado em Pequenas Epifanias, livro esgotadíssimo. Pena.

Filosofia de botequim ou não, me junto aos dois gênios – um da música, outro da literatura. A vida, por si só, já é ruim demais normalmente. Às vezes ela fica pior, como agora. Só há duas soluções: ligar pro Jamanta Express (mas, no meu caso, o cheque no bolso da calça ia ser totalmente sem fundos) ou rir descontroladamente de tudo.Mesmo que a gente esteja Under Pressure. Eu escolho – sempre – a segunda opção.

Nádia Lapa, que tá indo ali consertar o botãozinho

terça-feira, julho 21, 2009

E o revisor, hein?

Vergonha alheia com dor no coração.

A Reserva Cultural, antes de enviar a propaganda por e-mail, deveria mandar alguém revisar esta merda:

Odeio gente que faz “serviço porco”.

Cintia Santiago

Curto e grosso

Filed under: Propaganda — Nádia Lapa @ 12:27

Excelente propaganda:

Nádia Lapa

domingo, julho 19, 2009

Promessa de bizarrice no ar

Filed under: Tecnologia — Âmbar Elétrico @ 19:04
Tags: , ,

Essas coisas “mudernas” põem o ser humano como louco. Ou débil mental; fica sob o critério de cada um decidir a parte que lhe cabe e a melhor adjetivação para si.

A novidade tecnológica da vez é uma câmera que permite a reprodução de cenas de filmes – com você no lugar do ator original – em qualquer ambiente que disponha de PC, notebook ou um troço eletrônico compatível com o equipamento responsável pela “construção” das imagens. Ah, tem um pano verde que faz parte da produção. A dona do produto é a empresa americana Yoostar.

O “brinquedinho” será lançado em agosto na terra do Tio Sam – uns cento e setenta dólares pagam a diversão. Recebi por e-mail o endereço do site da empresa dona desta invenção – vi agora que a notícia saiu no G1. Não dou um mês após o lançamento pra ter nego no Youtube fazendo a gente sentir vergonha alheia. Quer apostar? Veja só:

Cintia Santiago

A Luluzinha também entrou na dança

Antes que o JM não frequente mais o blog, vou cumprir minha promessa.

Criada em 1935 nos Estados Unidos por Marjorie Henderson Buell, a Luluzinha virou revista em quadrinhos em meados da década de 1940. Em 1955, a editora O Cruzeiro trouxe a publicação para o Brasil. Quase vinte anos depois a distribuição passou a ser feita pela Editora Abril.

Os gibis eram sucesso absoluto. Por causa deles surgiram os famosos “O Clube da Luluzinha” e “O Clube do Bolinha” – caracterização para os grupinhos formados só por meninas e meninos, respectivamente.

Além dos dois personagens acima, Aninha, Carlinhos, Carequinha e Alvinho também faziam parte da turma. Para conhecer os nomes originais em inglês e lembrar os outros integrantes, clique aqui.

Eis a abertura da versão para TV. Globo, SBT e HBO exibiram os desenhos para a criançada:

Aí você pergunta: “Por onde anda a Luluzinha, hein?”. Bom, há muito tempo o gibi que conhecemos parou de circular. Nas bancas de revistas o discurso dos vendedores é o mesmo – com algumas variações de frases: “Olha, não recebemos mais, não”,  responderam os jornaleiros quando questionados sobre os quadrinhos antigos. Dá pra imaginar o porquê. Pois bem, tudo na vida tem um motivo, né? Não, nem sempre. Mas, enfim, o negócio agora é que a Luluzinha cresceu e, adivinhem, virou gibi para adolescentes – também no estilo mangá, assim como a Turma da Mônica. Ah, e tem até blog para a “galerinha” ficar por dentro das aventuras dos personagens.

Então, como a única criança que não cresce é o Peter Pan, lá vem a Luluzinha Teen e sua Turma, agora publicada pela Ediouro.

Assim como a Mônica, a ex-gordinha agora é toda “produzida”. As semelhanças com a nova versão dos gibis de Mauricio de Sousa são evidentes: Lulu é esbelta e descolada. Bolinha agora é Bola e ficou saradão. As histórias terão a participação de pessoas reais, também. O figurino dos personagens é desenvolvido pela consultora de moda Gloria Kalil.

Como boa balzaca que sou, sempre reluto em aceitar as “novidades” das minhas antigas afeições. Mas, não podendo voltar no tempo, restou o consolo de poder adquirir os exemplares antigos nos sites de comércio eletrônico. Se estiver com saudade – e quiser pagar o preço exigido -, compre aqui ou no Mercado Livre.

Cintia Santiago

Só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João

Filed under: Uncategorized — Nádia Lapa @ 14:32

São Paulo me recebeu de braços cruzados, como sempre. Voo atrasado, cartão que não passa no estacionamento, carro na reserva da reserva. Quando cheguei na Estaiada, a forte neblina encobria os prédios da Berrini.

Ali, os braços se abriram. It’s good to be back, apesar de meu coração estar em outro lugar.

Agora dálicença que eu vou ali no Sujinho. Pra quem nos lê, a novidade boa: aqui minha internet funciona, então voltarei a fazer comentários inúteis sobre o nada.

Nádia Lapa

quarta-feira, julho 15, 2009

Se nada mais der certo

Não, não é o trecho de uma carta suicida. O título do post é nome de um filme brasileiro estrelado por Cauã Reymond (delícia), com estreia prevista para dia 14 de agosto.

O longa narra a história de um jornalista desempregado, que mora com uma dependente química e com o filho dela. Sem dinheiro para arcar com as depesas básicas de rotina, o repórter entra para o mundo do crime – auxiliado por um taxista desequilibrado, interpretado pelo ótimo ator João Miguel.

Presente em eventos importantes como o 11º Festival de Cinema Brasileiro de Paris e bem avaliado pela crítica especializada, a película promete ser um dos sucessos nacionais de 2009. Como eu não sou especialista e não assisti ao filme ainda, meu intuito é expor uma questão curiosa a respeito do personagem principal – o jornalista Leo.

Segundo Cauã Reymond, o repórter é um “perdedor” – bebe e fuma feito um louco. Ele afirma, ainda, em entrevista publicada no blog de Patrícia Kogut, que durante as gravações chegava a fumar um maço de cigarros por dia, além de ter “aprendido” a beber vodca e uísque.

Minha ideia não é criticar o uso de bebidas e o vício de fumar, até porque eu estaria sendo hipócrita se o fizesse. O que me chamou a atenção foi a questão de como se constrói um estereótipo. No caso, o jornalista que fuma e bebe – poderia ser qualquer outro: o músico boêmio, um escritor, enfim…

O estereótipo é uma versão mais simples do senso comum. Este último podemos caracterizar como um conjunto de valores e ideias compartilhados por toda a sociedade. Por consequência, uma figura estereotipada é aquela na qual o senso comum captura algumas de suas características e as exagera. Com isso, o estereótipo ganha o status de real e de verdade absoluta porque todo mundo o aceita como tal.

Quando toda esta gama de fatores encontra a intolerância, o preconceito surge. É curioso pensar nestes aspectos, não? Como a própria sociedade produz fatos, engendra personas e os destrói – com a mesma intensidade -, quando às vezes imaginamos que estas “armações” sejam feitas por um único ser ardiloso e sua mente destruidora.

Bom, enquanto não descobrimos uma fórmula secreta para resolver os problemas do mundo, vejamos o trailer do filme:

Cintia Santiago

« Página anteriorPróxima Página »

Blog no WordPress.com.