Midcult

quarta-feira, julho 15, 2009

Se nada mais der certo

Não, não é o trecho de uma carta suicida. O título do post é nome de um filme brasileiro estrelado por Cauã Reymond (delícia), com estreia prevista para dia 14 de agosto.

O longa narra a história de um jornalista desempregado, que mora com uma dependente química e com o filho dela. Sem dinheiro para arcar com as depesas básicas de rotina, o repórter entra para o mundo do crime – auxiliado por um taxista desequilibrado, interpretado pelo ótimo ator João Miguel.

Presente em eventos importantes como o 11º Festival de Cinema Brasileiro de Paris e bem avaliado pela crítica especializada, a película promete ser um dos sucessos nacionais de 2009. Como eu não sou especialista e não assisti ao filme ainda, meu intuito é expor uma questão curiosa a respeito do personagem principal – o jornalista Leo.

Segundo Cauã Reymond, o repórter é um “perdedor” – bebe e fuma feito um louco. Ele afirma, ainda, em entrevista publicada no blog de Patrícia Kogut, que durante as gravações chegava a fumar um maço de cigarros por dia, além de ter “aprendido” a beber vodca e uísque.

Minha ideia não é criticar o uso de bebidas e o vício de fumar, até porque eu estaria sendo hipócrita se o fizesse. O que me chamou a atenção foi a questão de como se constrói um estereótipo. No caso, o jornalista que fuma e bebe – poderia ser qualquer outro: o músico boêmio, um escritor, enfim…

O estereótipo é uma versão mais simples do senso comum. Este último podemos caracterizar como um conjunto de valores e ideias compartilhados por toda a sociedade. Por consequência, uma figura estereotipada é aquela na qual o senso comum captura algumas de suas características e as exagera. Com isso, o estereótipo ganha o status de real e de verdade absoluta porque todo mundo o aceita como tal.

Quando toda esta gama de fatores encontra a intolerância, o preconceito surge. É curioso pensar nestes aspectos, não? Como a própria sociedade produz fatos, engendra personas e os destrói – com a mesma intensidade -, quando às vezes imaginamos que estas “armações” sejam feitas por um único ser ardiloso e sua mente destruidora.

Bom, enquanto não descobrimos uma fórmula secreta para resolver os problemas do mundo, vejamos o trailer do filme:

Cintia Santiago

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