Midcult

quinta-feira, maio 14, 2009

Na dor e na arte

Filed under: Artes plásticas,Cinema — O escritor @ 01:55
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Nas últimas semanas, o México vem ganhando destaque na mídia mundial. O porquê todo mundo sabe: a tal gripe suína. O que me fez lembrar muito daquele país nos últimos dias, porém, é uma notícia publicada pela Folha Online em 18 de março deste ano. Trata-se do cancelamento da exposição sobre a pintora mexicana Frida Kahlo, que aconteceria em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

O motivo? A crise mundial. Agora tudo que é boicotado, cancelado, interrompido, parado, anulado, suspenso (sim, estou repetitiva), tem como bode expiatório a famigerada crise.

Bom, mesmo já tendo cortado os pulsos por conta de tão triste notícia, vamos à pauta.

A sobrancelhuda Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon nasceu em 6 de julho de 1907, na cidade mexicana de Coyoacan. A vida da moça não foi o que se pode chamar de tranquila. Aos 18 anos, Frida sofreu um grave acidente: o ônibus em que viajava chocou-se com um trem. Com a batida, uma barra de ferro atravessou seu corpo, comprometendo a saúde da artista para sempre.

Frida2

A permanência na cama durante longos períodos deu início à vida artística de Frida. A partir daí, desabrochou para o mundo um trabalho singular. As vivências, as dores e as angústias vividas pela pintora foram retratadas em quadros que são verdadeiras obras-primas. Os autorretratos representam uma arte impactante, visceral e dolorida. O casamento conturbado com o pintor mexicano Diego Rivera também esteve presente no trabalho da artista.

Frida3

É bom deixar claro, em contrapartida, que dona Frida Kahlo nunca foi flor que se cheirasse. Era a chamada “porra-louca”. Bissexual, maluca… Envolveu-se até com o revolucionário russo León Trotski.

Frida morreu em 13 de julho de 1954, levando consigo toda a genialidade. Ou melhor, deixou conosco boa parte dela.

Não gostei de Frida, filme estrelado por Salma Hayek, mas ele pode ser uma interessante apresentação desta artista que fez da dor e das loucuras de sua vida um universo de cores e de prazer estético.

Um brinde à Frida Kahlo.

Cintia Santiago

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2 Comentários »

  1. Como estou tolerância zero total, fica a pergunta: não existe pinça no México?

    Comentário por Nádia Lapa — quinta-feira, maio 14, 2009 @ 12:09 | Responder

  2. [Para descontrair:]
    Um brinde a Frida Kahlo e outro ao bigodón dela, iei… HAHAHAHA

    Comentário por Tathiane — quinta-feira, maio 14, 2009 @ 12:18 | Responder


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