Midcult

domingo, julho 19, 2009

A Luluzinha também entrou na dança

Antes que o JM não frequente mais o blog, vou cumprir minha promessa.

Criada em 1935 nos Estados Unidos por Marjorie Henderson Buell, a Luluzinha virou revista em quadrinhos em meados da década de 1940. Em 1955, a editora O Cruzeiro trouxe a publicação para o Brasil. Quase vinte anos depois a distribuição passou a ser feita pela Editora Abril.

Os gibis eram sucesso absoluto. Por causa deles surgiram os famosos “O Clube da Luluzinha” e “O Clube do Bolinha” – caracterização para os grupinhos formados só por meninas e meninos, respectivamente.

Além dos dois personagens acima, Aninha, Carlinhos, Carequinha e Alvinho também faziam parte da turma. Para conhecer os nomes originais em inglês e lembrar os outros integrantes, clique aqui.

Eis a abertura da versão para TV. Globo, SBT e HBO exibiram os desenhos para a criançada:

Aí você pergunta: “Por onde anda a Luluzinha, hein?”. Bom, há muito tempo o gibi que conhecemos parou de circular. Nas bancas de revistas o discurso dos vendedores é o mesmo – com algumas variações de frases: “Olha, não recebemos mais, não”,  responderam os jornaleiros quando questionados sobre os quadrinhos antigos. Dá pra imaginar o porquê. Pois bem, tudo na vida tem um motivo, né? Não, nem sempre. Mas, enfim, o negócio agora é que a Luluzinha cresceu e, adivinhem, virou gibi para adolescentes – também no estilo mangá, assim como a Turma da Mônica. Ah, e tem até blog para a “galerinha” ficar por dentro das aventuras dos personagens.

Então, como a única criança que não cresce é o Peter Pan, lá vem a Luluzinha Teen e sua Turma, agora publicada pela Ediouro.

Assim como a Mônica, a ex-gordinha agora é toda “produzida”. As semelhanças com a nova versão dos gibis de Mauricio de Sousa são evidentes: Lulu é esbelta e descolada. Bolinha agora é Bola e ficou saradão. As histórias terão a participação de pessoas reais, também. O figurino dos personagens é desenvolvido pela consultora de moda Gloria Kalil.

Como boa balzaca que sou, sempre reluto em aceitar as “novidades” das minhas antigas afeições. Mas, não podendo voltar no tempo, restou o consolo de poder adquirir os exemplares antigos nos sites de comércio eletrônico. Se estiver com saudade – e quiser pagar o preço exigido -, compre aqui ou no Mercado Livre.

Cintia Santiago

domingo, maio 3, 2009

Estou “desestlutulada”

Grande parte de tudo que li quando era criança refere-se à Turma da Mônica.

turma-da-monica

Agora eles cresceram. No estilo Mangá – tradicionais quadrinhos japoneses -, Mauricio de Sousa criou a Turma da Mônica Jovem. Aí, pronto. Estou completamente desestruturada. A Mônica rechonchuda e briguenta deu lugar a uma jovem de corpo esbelto. Ela não tem mais uma coleção daquele único vestidinho vermelho. Cebolinha agora é Cebola apenas. Faz fono para corrigir a troca dos “erres” por “éles”. Cresceu-lhe mais cabelo e parece que plantou a coroa de um abacaxi na cabeça. Magali tenta controlar a gula e tem até nutricionista. E o Cascão agora toma banho e usa brinco.

Assim não dá. Eu sei que a evolução é o caminho natural das coisas, mas é demais querer que eu ache “muito legal” essa mudança. Relutei em ler o primeiro número da nova era, mas agora que li estou me sentindo abandonada (Sim, eu sou dramática).

Que palhaçada é essa? Mônica e Magali chamam-se de “Mô” e “Má”. Cascão e Cebolinha falam gírias; o que é o ex-sujinho falando “Cebola, vamos, véi!”? É demais pra minha cabeça. Ainda mais percebendo que as gírias são basicamente paulistanas. Sou de Sampa, mas esse bairrismo me irrita.

Enfim, pra você que, como eu, adorava a versão animada da turminha, relembre:

E pra quem ainda não viu a nova versão, olha só que “difelente”:

jovem1

Cintia Santiago, a infantil. E que perdeu quase todo o sangue pelo nariz.

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