Midcult

Sexta-Feira, Novembro 13, 2009

Eu tenho pança, e você?

Arquivado em: absurdo — Nádia Lapa @ 11:10
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Eu devia estar escrevendo um texto cujo prazo já foi adiado duas vezes. Mas pelo Twitter cheguei a um link que traz fotos de biquini da Geisy (ou Geysi), a “loura da Uniban”. E não pude me calar.

A esta altura, creio ser dispensável dizer de quem se trata, ou ainda dar minha opinião sobre a perseguição à moça na faculdade, bem como a palhaçada da reitoria da “universidade” em expulsá-la, depois voltar atrás, etc. Muito já foi dito sobre isso. Incrivelmente, há sempre os espíritos-de-porco que acham que a vítima é a culpada.

Mas voltando às fotos de biquini, os comentários no blog que postou as imagens (não vou dar o link) são os mais absurdos. Chegaram a este ponto:

Cara de vadia.
Pose de vadia.
Corpo da minha tia.
Aliás, seria uma ofensa pra minha tia. akosokakopskopapok

Dos 11 comentários publicados até agora, meio dia de uma sexta-feira 13, somente um é “elogioso” ao chamar a garota de “Gordelícia”. Há quem diga que “até a tia da faxina deve ta (sic) melhor que ela”. Este comentário foi postado 5:47 da manhã. Duvido que este ser humano estivesse se preparando pra ir malhar. Deve ter passado a noite online, comendo besteira e vendo sites “impróprios para menores”.

Deixa eu ver se entendi: não basta a menina ter sido perseguida e xingada na faculdade, ter tido a vida invadida por milhares de olhos ávidos por sensacionalismo, agora ela vai ser execrada porque não tem o corpo perfeito?

Fica a pergunta: quem de nós o tem? Qual desses homens que a xingam (inclusive um jornalista por quem eu nutria um certo respeito) tem alguma semelhança com o Brad Pitt? Qual de nós está satisfeita com a aparência física? Quantos de nós gostariam de poder pagar um personal trainer, um cirurgião plástico ou uma drenagem linfática? Ou, melhor ainda, ter uma genética a la Gisele Bundchen?

O pior nem é sermos todos feios, pançudinhos e de cabelo ruim. Como nós, há seis bilhões de pessoas com os mesmos defeitos e crises existenciais. O pior é darmos valor exacerbado à vaidade e criticarmos uns aos outros sem o mínimo de educação ou compaixão a quem nos é semelhante.

É muito mais feio ser grosseiro do que ter celulite. Pros desvios de caráter não há photoshop que dê jeito.

Segunda-feira, Novembro 2, 2009

Elegante, com certeza

Arquivado em: Literatura, Livros — Nádia Lapa @ 17:22
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Minha amiga @lu_karam insistia para que eu lesse A elegância do ouriço, da francesa Muriel Barbery. Ela só esquecia (dia sim, outro também) de me emprestar o tal livro. Até que ela lembrou. Comecei a ler meio desconfiada. Não curti os primeiros capítulos. Achei, honestamente, que seria uma daquelas obras que largamos no meio.

Insisti.

E foi só pela insistência que cheguei a isso:

Mas agora, e pela primeira vez, senti dor, tanta dor. Um soco no estômago, a respiração cortada, o coração desmilinguido, o estômago completamente esmagado. Uma dor física insuportável. Perguntei a mim mesma se um dia me recuperaria dessa dor. Sofri de dar vontade de berrar. Mas não berrei. O que experimento, agora que a dor continua mas já não me impede de andar ou falar, é uma sensação de impotência e absurdos totais. Então, é assim? De repente, todos os possíveis se apagam? Uma vida cheia de projetos, de conversas apenas começadas, de desejos nem sequer realizados, apaga-se num segundo e não tem mais nada, não há mais nada que fazer, não se pode voltar atrás? Pela primeira vez na vida senti o significado da palavra nunca. Bem, é terrível. A gente pronuncia essa palavra cem vezes por dia, mas não sabe o que diz antes de ter sido confrontado com um verdadeiro “nunca mais”. Afinal, sempre temos a ilusão de que controlamos o que acontece; nada nos parece definitivo.

Cheguei à parte acima justamente hoje, 2 de novembro, dia de Finados. E eu, infelizmente, já senti tudo isso aí em cima. A autora foi brilhante.

O livro, com 350 páginas e publicado pela Companhia das Letras, conta a história de Paloma e Renée. A primeira é moradora de um dos apartamentos do sofisticado prédio de número 7 da rue de Grenelle; a segunda é a zeladora do edifício. Ambas são narradoras absolutamente apaixonantes pra quem é freak como eu e defende a língua com um certo purismo. Além da óbvia diferença de classes sociais, as narradoras têm uma diferença de idade de 40 anos. Mesmo assim, os caminhos delas se cruzam. E uma muda a vida da outra. Não contarei mais que isso. Leia.

É um romance filosófico (não sou muito afeita a filosofia), mas o modo como a autora descreve coisas, sentidos e pessoas te faz viajar, imaginar cada personagem. É impossível não se deixar levar. Recomendo. Super.

Nádia Lapa

Domingo, Novembro 1, 2009

Tipo assim… hein?

Arquivado em: Celebridades, bizarrice — Cintia Santiago @ 13:58
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Deem uma olha nisso: “Pai de Michael Jackson e Cristiano Ronaldo se unem para vender… churrasqueiras. Oi?”

Depois desta notícia publicada pelo Ego, a gente só pode pedir pro Cristiano Ronaldo ter cuidado. Vai que o Bicho-papão-Joe-Jackson resolve dar umas “palmadas” no jogador português só porque a venda das churrasqueiras não vai nada bem…

Cintia Santiago

Domingo, Outubro 18, 2009

Chegou a vez de São Paulo

Arquivado em: Cinema — Cintia Santiago @ 19:41
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Você estará na terra da garoa entre os dias 23 de outubro e 5 de novembro? Então não deixe de prestigiar a 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

A lista dos filmes foi divulgada. Clique aqui para conhecê-la.

Cintia Santiago

My dear Lord!

Arquivado em: Vergonha alheia, bizarrice — Nádia Lapa @ 18:11
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fernanda young

Quando os rumores sobre o convite da Playboy à Fernanda Young surgiram, eu JU-RAY que era mentira. Não quis acreditar. Mas é fato, senhoras e senhores: esta pessoa será capa da revista de novembro.

E hoje a coluna Retratos da Vida deu a primeira foto que vazou.

Nem vou me alongar sobre quão bizarro é o ensaio. Só fica a dúvida: O QUE É ESTE CABELO, MEU PAI DO CÉU?

Nádia Lapa

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Presente feito à mão

Arquivado em: Pessoal — Cintia Santiago @ 00:25
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Aviso ao navegantes: este post nada tem a ver com o propósito inicial do blog.

“- Mas… que fazes aqui?

E ele repetiu então, lentamente, como se estivesse dizendo algo muito sério:

- Por favor… desenha-me um carneiro…

Quando o mistério é impressionante demais, a gente não ousa desobedecer. Por mais absurdo que aquilo me parecesse a milhas e milhas de todos os lugares habitados e em perigo de vida, tirei do bolso uma folha de papel e uma caneta. Mas lembrei-me, então, que eu havia estudado principalmente geografia, história, matemática e gramática, e disse ao pequeno visitante (um pouco mal-humorado) que eu não sabia desenhar. Respondeu-me:

- Não tem importância. Desenha-me um carneiro.”

Eu – quando estou com a idade mental de 5 anos, como agora – desejo todo o arsenal de bugiganga com motivos do Pequeno Príncipe. Todo mundo, claro, pode ter as mesmas coisas. Maaaaaaaaaassss ninguém teve um carneiro desenhado para si.

E eu tenho, ó:

A @lu_karam – num pedido de desculpas por não ter ido ao meu jantar de aniversário - me desenhou um carneiro. Agora me diga: tenho como não perdoá-la? ;)

A @lu_karam – num pedido de desculpas por não ter ido ao meu jantar de aniversário - me desenhou um carneiro. Agora me diga: tenho como não perdoá-la? ;)

Cintia Santiago*

*Espero, sinceramente, que você saiba que o trecho acima com grifo meu refere-se ao livro O Pequeno Príncipe, de Antonie de Saint-Exupéry.


Domingo, Outubro 11, 2009

Usando a cabeça

Que há louco pra tudo nessa vida, todo mundo sabe. Agora, pintar quadros com o pênis é demais para os meus 29 anos.

E isso existe. Um doido australiano pinta quadros dessa maneira – com o membro que Deus lhe deu. Ele está no Brasil para a 15ª Erótika Fair, feira que acontece até amanhã no Mart Center, em São Paulo.

Acho digna a manifestação artística nas mais variadas formas, mas pensar que o pincel usado no quadro da parede da minha sala foi o pau do pintor, jesusamado!, é demais pra mim.

Se bem que se for um pintor daqueles bem dotados, que mal tem, né? ;)

Não tá acreditando? Clique aqui e veja o site do maluco. O pior de tudo é que ele é feio pra caralho – com trocadilhos, por favor!

Ah, ainda dá tempo de ir ao Erótika Fair. Veja no site do evento como você pode se divertir e comprar apetrechos.

Cintia Santiago

Sexta-Feira, Setembro 25, 2009

O cerco está se fechando

Arquivado em: Isso é coisa séria!, Música — Nádia Lapa @ 11:57
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A Featured Artists Coalition (FAC) se reuniu ontem no Hampstead’s Air Studios, em Londres, para discutir – novamente – as sanções para quem compartilha arquivos online.

A FAC sempre foi a favor de uma internet mais livre (pra vocês terem uma ideia, o Ed O’Brien, do Radiohead, é um dos cabeças da organização), mas ontem aparentemente deram um passo atrás. O governo britânico estuda uma lei – apoiada por Lily Allen – que prevê o corte do acesso à internet pra quem comete o crime hediondo de baixar MP3 e afins. A FAC sugeriu uma outra saída.

O’Brien e seus colegas Dave Owntree (Blur), Tim Rice-Oxley (Keane) e George Michael, entre outros, assinaram um acordo a favor do “três avisos e você está fora”.

Funcionaria assim: o criminoso receberia uma carta sobre a ilegalidade dos downloads. Se repetir o erro, recebe uma mais direta. A reincidência é punida com uma alteração na banda larga do bandido, que passaria a ter uma internet tão ruim que só o permitiria acessar a web e e-mails – nada de baixar músicas. No donut for you!

Lily Allen, apesar de não ser membro da FAC, também assinou o documento.

Como ex-moça-do-direito, penso bastante acerca do direito autoral. Entendo que é preciso ganhar dinheiro com a indústria cultural*, mas criminalizar e punir quem baixa arquivos online é de uma ineficácia espantosa.

Nádia Lapa

*Uma pessoa que defende fervorosamente a internet livre me disse uma vez que Mozart (ou algo do gênero) não compôs com o fim de ganhar dinheiro. Isso é de uma ingenuidade tamanha que não me dá nem vontade de discutir. Vivemos num mundo capitalista, dinheiro é bom, eu gosto e os artistas/escritores/atores/diretores também. Eu ganho pra escrever. Você aí ganha pra construir prédios, o José ganha pra empacotar compras no supermercado. Temos que pensar é num jeito de fazer o dinheiro circular. Não, eu não sei como. Se soubesse, venderia minha ideia.

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Pra quem gosta da Sétima Arte

Arquivado em: Cinema — Cintia Santiago @ 09:20
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Começa dia 24 a edição 2009 do Festival do Rio, mostra de cinema que acontece na Cidade Maravilhosa até 8 de outubro.

Há 3 anos (se não me falha a memória), estive nas salas cariocas prestigiando um dos festivais mais charmosos do Brasil.

O G1 divulgou a lista dos filmes. Para vê-la, clique aqui. Quer passear pelo site do Festival? Basta apertar o botão esquerdo do mouse neste link.

Se você é da cidade ou estará lá durante o evento, não perca a oportunidade de assistir a alguma película. Mas, pelamordedeus, não vá ficar hooooooras na fila pra ver um filme que entrará no circuito comercial, ok?

Cintia Santiago

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

As mais ouvidas em 21 de setembro

Como não poderia deixar de ser, I gotta feeling, do Black Eyed Peas, continua em primeiro na Billboard.  Algumas das posições do post de 8 de setembro se repetiram, como a Macarena em 1996 ou I don’t want to miss a thing, do Aerosmith, em 1998.

Há dez anos, o que tocava sem parar era Unpretty, do TLC:

Na mesma década, Mariah Carey experimentava um sucesso que não existe mais: em 1997, ela estava no topo com Honey (não tocou tanto no Brasil, pelo que me lembro); em 1993 foi a vez de Dreamlover – numa época em que jeans claro e de cintura alta ainda eram moda.

Mas o melhor mesmo foi em 1989. Quem tocava DEMAIS era o Milli Vanilli, com a Girl I’m gonna miss you.

Não que a música seja sensacional, não.  É que por conta do imenso sucesso internacional, a dupla Fab Morvan e Rob Pilatus ganharam o Grammy de Revelação em 1990. Só que se descobriu depois que eles eram dois picaretas – e não cantavam nada! Era tudo playback.

A coisa foi tão chocante que inúmeras ações judiciais foram impetradas nos EUA para o reembolso do valor gasto com a dupla. Estima-se que 10 milhões de pessoas receberam de volta o que gastaram com ingressos de shows e compra de LPs (sim, era nessa época…).

O produtor da dupla, Frank Farian, ainda tentou emplacar outro álbum, dessa vez com Fab e Rob cantando de verdade. Não deu certo. Rob se envolveu com drogas, foi preso na Califórnia e acabou morrendo de overdose na Alemanha em 1998. Já Fab continuou com a carreira na música.

A Universal Pictures está produzindo um filme baseado na carreira do Milli Vanilli. O roteirista é Jeff Nathanson, o mesmo de Prenda-me se for capaz e Terminal.

(confesso: eu gostava de Girl you know it’s true)

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